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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Minha coluna na Folha: “Vertigens visionárias”

“Os filhos do PT comem seus pais. Chegou a hora de a companheirada se tornar vítima de seus religiosos fanáticos, formados nas escolas de direito contaminadas por doutrinadores do partido e esquerdistas ainda mais obtusos”

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 21h28 - Publicado em 28 out 2016, 07h24

No dia 24 de setembro, André Singer, colunista deste jornal, publicou um artigo intitulado “É hora de barrar o arbítrio”, em que aponta o que considera escalada autoritária na Lava Jato. Referindo-se a uma crítica que fiz à prisão-relâmpago do ex-ministro Guido Mantega, escreve: “Não sou eu quem o diz, mas o insuspeito de petismo Reinaldo Azevedo. ‘Força-tarefa e juiz quiseram dar um recado: ‘Mandamos soltar e prender quando nos der na telha’”. Mais adiante, Singer considera: “Agora parece que Moro ultrapassou o limite do aceitável, mesmo para corações liberais e conservadores.”

Este coração não esperou que Moro e outros ultrapassassem os limites para reagir. Eu nunca espero. Minhas vertigens visionárias não carecem de seguidores (Caetano Veloso). Antes que Rogério Cézar de Cerqueira Leite, de quem costumo discordar absolutamente, associasse o magistrado a Savonarola, eu mesmo o fiz nesta coluna, no dia 17 de julho de 2015.

Lá está: “Os filhos do PT comem seus pais. Chegou a hora de a companheirada se tornar vítima de seus religiosos fanáticos, formados nas escolas de direito contaminadas por doutrinadores do partido e esquerdistas ainda mais obtusos.(…). O PT de 2015 está experimentando a fúria dos ‘savonarolas’ que criou”.

Trata-se de história das mentalidades. Eu aponto o caráter esquerdizante de membros da Lava Jato, com seu pronunciado e reiterado ódio ao capitalismo, expresso em múltiplas petições. O fato de que estejam fazendo um trabalho meritório e necessário para caçar bandidos não esconde sua matriz intelectual, que apelido, fazendo uma ironia, de “TFPT”, juntando, se me permitem a graça, “psyché” e “physique du rôle”.
(…).

Leia a íntegra aqui.

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