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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

MEU BLOG E AS MUDANÇAS NA VEJA

Meu blog continuará na VEJA enquanto a revista quiser, enquanto eu quiser, enquanto ambos quisermos. Adaptando Fernando Pessoa, “sou rei(naldo) absoluto da minha simpatia”. Tá bom assim para os petralhas?

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 30 jul 2020, 23h27 - Publicado em 25 fev 2016, 00h32

 

Meu blog está na Internet, e a última coisa que vou fazer é fingir que a Internet não existe. Circula com força o post publicado por Lauro Jardim, a saber:
“Depois de onze anos, Eurípedes Alcântara está deixando a direção de redação da revista ‘Veja’. André Petry, ex-chefe da sucursal de Brasília e ex-correspondente em Nova York, assume o posto. Haverá mudanças também na editora Abril. Será anunciado amanhã o nome do novo presidente da empresa, Walter Longo.”

Eu nunca pergunto quem manda. Eu tenho tantos patrões que não me resta tempo para fazer a vontade de cada um deles. Faço a minha. Como sempre fiz.

Mantenho contratos com a Abril, com a Folha, com a Jovem Pan e com a Rede TV. Em breve, uma TV a cabo integrará a multidão.

Os petralhas resolveram invadir o blog: “Ah, agora você vai ver…”.

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Eu não vou ver nada!!! Eu só continuarei a ver aqui as quase 700 mil visitas por dia.

Eu vou continuar a fazer o meu blog. Na Abril ou em outro lugar qualquer.

Eu sei que os petralhas não estão preparados para a possibilidade de alguém realmente acreditar nos fundamentos da economia de mercado.

Mas eu acredito.

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Mantive um ótimo relacionamento, nesses anos todos, desde 2006, com Eurípedes. E me orgulho da nossa amizade e da nossa relação profissional e pessoal.

E a Abril sabe o que faço e o que continuarei a fazer. Serve? Ótimo! Não serve? Ótimo também! Exalto os quase nove anos até aqui.

Caso as coisas terminem aqui, não integrarei a enorme fila dos idiotas que saem da VEJA para atacar a VEJA.

Não conheço nada mais mixuruca, ressentido e escravo do que sair por aí falando mal de ex-patrões.

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Prefiro cuidar de contratos dignos com novos patrões. Para escrever e falar as coisas nas quais acredito, não aquelas nas quais eles acreditam.

Eu não brinco de crer no que creio, se me permitem a graça. Eu sou fundamentalista.

Meu blog continuará na VEJA enquanto a revista quiser, enquanto eu quiser, enquanto ambos quisermos.

Adaptando Fernando Pessoa, “sou rei(naldo) absoluto da minha simpatia”.

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Tá bom assim para os petralhas?

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