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Lula agora quer ser o Che Guevara da celebração, não o do sacrifício

Leiam o que vai abaixo. Volto em seguida: Da Reuters: Lula rejeita chefiar ONU e diz temer poderio dos EUA Em sua última participação em uma reunião do Mercosul antes do fim do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou estar à frente da secretaria-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) e disse […]

Leiam o que vai abaixo. Volto em seguida:
Da Reuters:
Lula rejeita chefiar ONU e diz temer poderio dos EUA

Em sua última participação em uma reunião do Mercosul antes do fim do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou estar à frente da secretaria-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) e disse que teme que os Estados Unidos queiram ocupar todos os espaços na entidade. Lula foi aclamado pelos demais presidentes presentes no encontro, realizado em Foz do Iguaçu (PR), e recebeu o incentivo do boliviano Evo Morales para ocupar a secretaria-geral da ONU. “Eu só posso compreender a indicação como um gesto de cortesia do meu companheiro Evo Morales”, disse Lula a jornalistas.

O presidente voltou a defender um técnico para a secretaria-geral da ONU. “Eu acho que a ONU precisa ser dirigida por algum técnico competente da ONU. Não pode ter um político forte na ONU, porque não pode ser maior que os presidentes dos países e eu fico meio preocupado se virar moda presidentes de países presidirem a ONU”, disse Lula. “Daqui a pouco os EUA estão disputando, além do Conselho de Segurança, também o controle das Nações Unidas, e aí tudo ficará mais difícil”, completou.

Disse ainda que, aos 65 anos, não vai “pendurar a chuteira” e que vai continuar fazendo política, organizando os partidos da América Latina e levando experiências bem-sucedidas do Brasil a países da África. “O Brasil tem políticas sociais extremamente exitosas e isso poderá servir de base para aplicação em outros países se eu respeitar as peculiaridades de cada país”, disse.

APELO
Lula foi aclamado por líderes reunidos na Cúpula do Mercosul, que fizeram um apelo para que ele represente a região, mesmo depois de deixar a Presidência do Brasil. “Lula é um homem imprescindível, não apenas na América Latina, mas no mundo”, afirmou o presidente chileno, Sebastián Piñera. O chileno também usou a frase “fica Lula”, numa referência aos pedidos de “fica Pelé” feitos pela torcida durante a partida de despedida do craque da seleção brasileira no Maracanã.

O presidente do Uruguai, José Mujica, chamou Lula de “embaixador plenipotenciário no conserto deste mundo”. “Obrigado pelo que tem feito, obrigado pelo que tem que fazer”, disse Mujica a Lula, visivelmente emocionado. O presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, também se somou ao coro e disse que o presidente brasileiro é um “bem muito valioso” para se perder.

Comento
Vamos por partes. Não será secretário-geral da ONU não porque não quisesse, mas porque não pode. Não teria apoio para isso. A razão é simples: embora o WikiLeaks tenha deixado claro que a diplomacia brasileira sabe adular os americanos quando necessário, o discurso oficial, público, de Lula é antiamericanista, a exemplo daquele exercitado na reunião do Mercosul. Vejam ali: se existe algum risco no mundo, já sabemos que parte da Casa Branca…

Identifiquei uma patologia psíquica no Babalorixá, nas pegadas de Freud, que é a tal “Inveja do Próprio Pênis” — no universo simbólico naturalmente. Ela se manifestou mais uma vez: referindo-se ao “mito Lula”, Lula não considera conveniente ter no comando da ONU um homem poderoso como… Lula, “mais forte do que os presidentes”. Vai ver o cidadão Lula teme o superpoder do mito Lula, o que obrigaria o líder Lula a combater o super-Lula. Aquela periodização usual dos historiadores terá de mudar: também a história do mundo se contará agora em dois tempos: “a.L” e “d.L” — “antes de Lula” e “depois de Lula”… É patético! Merece mesmo ter um embusteiro como patrocinador de sua candidatura à ONU!

Che Guevara queria espalhar a sua “revolução” pela África e América Latina — e seu norte era aquele lema de remédio contra impotência: “endurecer sem perder a ternura jamais”, de arma em riste, claro! O de Lula, que sabe como ninguém promover a conciliação de classe contra os valores universais da democracia, é outro: “ser terno (com tiranos) sem perder a dureza jamais (com os democratas)”. Che queria organizar a guerrilha contra o capital e o imperialismo. Lula, demonstrando que o mundo mudou, quer criar “partidos”. Entende-se, assim, que a sua atuação internacional não se restringirá a fazer propaganda das experiências “exitosas” de seu governo mundo afora. Parece que  a intenção é mesmo interferir nas realidades locais.

Vamos ver quem vai fazer, desta feita, o papel do Congo e da Bolívia na pantomima do Guevara rechonchudo.

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