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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Lewandowski se atrapalhou com a papelada passada por Márcio Thomaz Bastos…

Ricardo Lewandowski, definitivamente, não tem cura. Ele já deu seu voto de mérito no caso de cada réu. Já falou tudo o que tinha de falar, com o largo, larguíssimo tempo, de que dispôs. Muito bem! Joaquim Barbosa pediu uma pena de cinco anos e 10 meses para José Roberto Salgado, o cliente de Márcio […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 07h25 - Publicado em 14 nov 2012, 16h41

Ricardo Lewandowski, definitivamente, não tem cura. Ele já deu seu voto de mérito no caso de cada réu. Já falou tudo o que tinha de falar, com o largo, larguíssimo tempo, de que dispôs.

Muito bem! Joaquim Barbosa pediu uma pena de cinco anos e 10 meses para José Roberto Salgado, o cliente de Márcio Thomaz Bastos, por lavagem de dinheiro — além da perda de bens e impossibilidade de exercer cargo público ou cargo de direção em empresas.  Aí chegou a sua vez de votar. Bastava dizer a pena e com que fundamento.

Mas não! Tomou uns longos vinte minutos com considerações de mérito sobre o réu — e agora não é hora disso. Mais: disse que já tinha a pena definida, mas que recebeu de Márcio Thomaz Bastos um longo memorial, o que o levou a… rever seu voto. Certo!

Não obstante ter afirmado que o documento de Bastos chegara havia pouco e que ele havia mudado, na última hora, sua dosimetria, já tinha um voto redigido. Eu estou com inveja de Lewandowski. Julgava-me uma pena rápida, mas o ministro é mais. Redigiu um voto com todos os esses e erres com rapidez espantosa.

Ele só se atrapalhou, coitado!, na definição do tempo de prisão. Considerando o calhamaço que recebeu de Bastos, seu voto redigido a toque de caixa, a papelada toda etc, ele não achava a definição da pena… Havia se perdido. Finalmente apareceu!

Condenou o réu a quatro anos e oito meses.

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