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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Interlocução política piorou no governo Dilma, avalia PMDB

Na Folha: A maioria dos senadores e deputados do PMDB, principal partido aliado de Dilma Rousseff, afirma que a presidente não é aberta ao diálogo e que isso teria causado uma piora na articulação do governo com aliados. A Folha ouviu na última semana 95 dos 98 congressistas do PMDB sobre a atual situação política. […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 11h41 - Publicado em 10 jun 2011, 06h43

Na Folha:
A maioria dos senadores e deputados do PMDB, principal partido aliado de Dilma Rousseff, afirma que a presidente não é aberta ao diálogo e que isso teria causado uma piora na articulação do governo com aliados. A Folha ouviu na última semana 95 dos 98 congressistas do PMDB sobre a atual situação política. Para 55 deles, a interlocução do Executivo com o Congresso piorou em relação ao governo Lula; para 10, não mudou; e apenas 7 dizem que está melhor. Vinte e três peemedebistas não quiserem opinar. A insatisfação do PMDB é um dos fatores da crise política que culminou com a demissão do ministro Antonio Palocci da Casa Civil e obrigou Dilma a alterar a articulação política com o Congresso (leia texto na pág. A6).

DIÁLOGO
Dos ouvidos, 46 apontaram a falta de diálogo como o principal ponto de atrito entre o Legislativo e o Planalto. “A interlocução é muito cortada, as coisas não estão fluindo. Falta diálogo, não somos recebidos em audiências, sentimos um certo autoritarismo do Executivo”, afirmou o deputado Marcelo Castro (PI). A partilha de cargos (8 votos) e a liberação de verbas (7) também foram apontados como principal problema na relação entre a presidente Dilma e aliados. “[O governo] planta na imprensa o carimbo do PMDB como fisiologista. É um tapa no escuro, não temos como reagir”, disse o deputado Edinho Araújo (SP). Já o deputado Alceu Moreira (RS) diz que, na visão do governo, o PT deve ser atendido primeiro. “Os partidos da base [nessa visão] devem ficar com o que sobra, com os farelos do pão.” “Tratam o PMDB como se fosse um quintal da sua casa, como se pudessem tratar como extensão de sua própria residência”, completou. Aqui

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