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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

HONDURAS E A BARRIGA MORAL DE GRANDE PARTE DA IMPRENSA

Poderia me abster do comentário abaixo para que não me achem antipático, mas aí eu não seria eu. As editorias de Internacional da imprensa brasileira, com raras exceções, também saíram intelectualmente derrotadas com as eleições limpas em Honduras. Demoraram um mês para fazer o que fizemos no primeiro dia: ler a Constituição democrática do país. […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 16h19 - Publicado em 30 nov 2009, 06h07

Poderia me abster do comentário abaixo para que não me achem antipático, mas aí eu não seria eu. As editorias de Internacional da imprensa brasileira, com raras exceções, também saíram intelectualmente derrotadas com as eleições limpas em Honduras.

Demoraram um mês para fazer o que fizemos no primeiro dia: ler a Constituição democrática do país. Quando decidiram fazê-lo, consideraram que era tarde para mudar de idéia. Alguns mal conseguem disfarçar a contrariedade na TV ou em veículos impressos. Outros tentam magnificar protestos irrelevantes.

Sabem o que isso significa? Que, na média, o jornalismo brasileiro, mesmo assediado pelos autoritários locais — vem por aí a tal conferência fascistóide de comunicação —, ainda não aprendeu a ter a democracia como valor inegociável. Ainda lhe falta radares para dizer: “Assim não pode porque é contra a lei. E pronto!”

E, é óbvio, sempre houve os que estavam torcendo para o bandido.

Quando a imprensa comete um grande erro, diz-se que  deu uma “barriga”. A brasileira  (e boa parte do jornalismo ocidental) deu uma enorme BARRIGA MORAL E DEMOCRÁTCA e evidenciou que está despreparada para resistir ao assédio bolivariano às instituições.

Se não tomar cuidado, ainda acaba como despachante da Secretaria de Comunicação, que  já tem seus setoristas nas redações.

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