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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Falcão, o chefão petista, tem de deixar claro se está prometendo luta armada

Segundo presidente do PT, não haverá trégua nem respeito com o governo Temer

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 22h54 - Publicado em 25 abr 2016, 21h15

O PT promove o tal encontro da Aliança Progressista, em São Paulo, no hotel Macksoud Plaza. Lula discursou, como vimos, prometendo “resistência democrática” a um eventual governo Temer, seja lá o que isso queira dizer.

Ouvindo Rui Falcão, no entanto, as dúvidas se dissipam. Ele faz a defesa aberta da subversão da ordem democrática. Em seu discurso, voltou a atacar o vice-presidente Michel Temer, chamando-o de “traidor” e de “comandante do golpe”.

Segundo o presidente do PT, o peemedebista conspirou abertamente contra Dilma e, caso se torne mesmo presidente, apresentará ao Brasil “um programa antipopular, de supressão de direitos civis e sociais, e de privatizações”. Santo Deus! É o mesmo discurso vigarista e mentiroso de 2014.

Em sua fala, Falcão também criticou a imprensa e outros setores da sociedade. Para ele, “a escalada golpista só foi possível graças à participação ativa do grande capital, de setores do aparato policial e judicial do estado, mancomunados com a mídia monopolizada e a oposição de direita”.

É verdade. O PT havia se unido às empreiteiras para assaltar o estado brasileiro em nome dos interesses populares, certo?

O petista aproveitou ainda para fazer ameaças: “Se a oposição de direita insistir na deposição da presidente, reafirmamos que não haverá trégua nem respeito a um governo usurpador, sem o referendo do voto popular e, portanto, ilegítimo e ilegal”.

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Seria engraçado não fosse realmente trágico, lastimável, que o grande capa-preta do PT fale agora em nome da lei e da ordem, não é mesmo? Mas seu discurso poderia ao menos remeter a questões pertinentes, que fizessem sentido segundo a legislação vigente. Mas nem isso!

Não é Rui Falcão quem decide o que é legal e legítimo na República, mas a Constituição e as leis que temos, lidas pelos tribunais.

E Falcão avançou: “Comanda o golpe o vice-presidente da República, que registra 1% de intenção de voto caso passasse pelo teste das urnas. E que acumula nas pesquisas uma rejeição próxima de 80%. Traidor de sua colega de chapa, contra a qual conspira abertamente, Temer já anunciou um programa antipopular, de supressão de direitos civis e sociais, de privatizações e de entrega do patrimônio nacional a grupos estrangeiros. A escalada golpista só foi possível graças à participação ativa do grande capital, de setores do aparato policial e judicial do estado, mancomunados com a mídia monopolizada e a oposição de direita”.

Falcão está mentindo. Não existe programa nenhum. Essa é uma fantasia que as esquerdas criaram para justificar, depois, a sabotagem contra o governo e contra o país. Afinal, se a nova gestão é golpista, tudo o que se fizer contra será considerado legítimo.

Estou curioso para saber o que Falcão quer dizer por “não haverá respeito com um governo usurpador”.

É luta armada, Falcão? A gente deve se preparar para isso?

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