Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Estoques revelam impacto da crise

Por Márcia De Chiara e Paulo Justus, no Estadão:O impacto da crise, que começou na esfera do crédito, é visível nos pátios lotados das montadoras, nos armazéns das indústrias de aço, papel e celulose, produtos químicos e até nos depósitos das fabricantes de máquinas. Em apenas um mês, de outubro para novembro, dobrou o número […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 18h25 - Publicado em 14 dez 2008, 07h25
Por Márcia De Chiara e Paulo Justus, no Estadão:
O impacto da crise, que começou na esfera do crédito, é visível nos pátios lotados das montadoras, nos armazéns das indústrias de aço, papel e celulose, produtos químicos e até nos depósitos das fabricantes de máquinas. Em apenas um mês, de outubro para novembro, dobrou o número de indústrias que carregam estoques excessivos, revela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em novembro, 15,7% das 1.112 empresas consultadas informaram que acumulavam estoques indesejáveis. Em outubro, 7,9% das companhias estavam nessa condição. O porcentual de indústrias abarrotadas de produtos é o maior em cinco anos, desde outubro de 2003, na série histórica que elimina oscilações típicas de cada período. Em outubro de 2003, 19,9% tinham estoques indesejáveis.
A diferença entre a situação atual de acúmulo de estoques e a de cinco anos atrás é que, naquela época, o País estava saindo da recessão, cortando os juros. Hoje, no entanto, a economia caminha para a desaceleração e com juros estabilizados em níveis elevados, o que amplia o custo de estoques altos, observa o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. “Os estoques excessivos na indústria refletem a desaceleração da atividade, mas é cedo para falar em recessão”, pondera.
A pesquisa revela que o maior salto no número de empresas com estoques excessivos foi exatamente nos setores que sofreram os primeiros efeitos da crise. Isto é, a indústria de material de transporte, que se viu às voltas com a falta de crédito para venda de carros; a indústria de matérias-primas ligadas à metalurgia, papel e celulose, afetada pela queda no consumo mundial e no preço das commodities; e os fabricantes de máquinas, atingidos pelo corte no investimento para 2009.
Assinante lê mais aqui
Publicidade