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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Está aberto o feirão: troca de partidos envolve 47 congressistas no 1º dia

Por Ranier Bragon e Márcio Falcão, na Folha: A aprovação dos dois novos partidos políticos do Brasil abriu ontem na Câmara a temporada de troca-troca de deputados entre as legendas. Em alguns casos, parlamentares foram disputados em uma espécie de “feirão” de filiações. A Folha identificou pelo menos 46 deputados –ou 8,9% da Casa– e um […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 05h19 - Publicado em 26 set 2013, 07h15

Por Ranier Bragon e Márcio Falcão, na Folha:
A aprovação dos dois novos partidos políticos do Brasil abriu ontem na Câmara a temporada de troca-troca de deputados entre as legendas. Em alguns casos, parlamentares foram disputados em uma espécie de “feirão” de filiações. A Folha identificou pelo menos 46 deputados –ou 8,9% da Casa– e um senador que negociam ingressar principalmente no oposicionista Solidariedade, do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e no Pros (Partido Republicano da Ordem Social), montado por um ex-vereador do interior de Goiás e de tendência governista.

As duas siglas, que receberam aval do Tribunal Superior Eleitoral na noite de anteontem, promoveram ontem reuniões em Brasília, cada uma com cerca de duas dezenas de deputados federais. Em alguns casos, como os dos deputados Marçal Filho (PMDB-MS) e José Humberto (PHS-MG), a filiação dos dois foi comemorada tanto por um quanto pelo outro partido. “Estou sendo disputado apenas como um deputado [qualquer]”, minimizou Marçal Filho, que ameaça deixar o PMDB devido a divergências regionais com a sigla. O deputado afirmou ontem que ainda não se decidiu e que “tem resistência” a mudar de partido.
(…)
Reforçados, o Solidariedade –que ontem afirmava ter fechado com cerca de 25 deputados, com meta de chegar a 35, além do senador Vicentinho Alves (PR-TO)– e o Pros –que contava com 15 deputados, mas falava em até 30– desidratarão principalmente o PDT, que deve perder 9 cadeiras e ver encolher sua bancada para 15 deputados. PR (5), DEM (5), PMDB (5), PSDB (4) e PSB (2) também devem ter perdas expressivas.

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