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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Escândalo: família do terrorista Lamarca recebe mais de R$ 1 milhão em indenização

Por Felipe Seligman, na Folha de hoje. Volto em seguida: Publicada ontem no “Diário Oficial”, a portaria da anistia política de Carlos Lamarca mostra que, além da pensão mensal equivalente ao salário de um general-de-brigada (R$ 11.444,40), a viúva Maria Pavan Lamarca receberá ainda R$ 902.715,97, referente à diferença entre a data de seu pedido, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 22h19 - Publicado em 14 jul 2007, 06h43
Por Felipe Seligman, na Folha de hoje. Volto em seguida:

Publicada ontem no “Diário Oficial”, a portaria da anistia política de Carlos Lamarca mostra que, além da pensão mensal equivalente ao salário de um general-de-brigada (R$ 11.444,40), a viúva Maria Pavan Lamarca receberá ainda R$ 902.715,97, referente à diferença entre a data de seu pedido, em 1988, e a do julgamento na Comissão de Anistia, em 2007.A viúva e seus dois filhos, Cláudia e César, ainda receberão, individualmente, indenização no valor teto de R$ 100 mil, correspondente a 30 salários mínimos por ano de perseguição política.Antes da decisão da comissão, de promovê-lo a coronel com proventos de general, Maria Lamarca já recebia mensalmente R$ 7.728,50 por decisão da Justiça Federal de São Paulo de 1993, reiterada pelo STJ em 2002.
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Como se vê, Lamarca era um homem que pensava não só no futuro do Brasil como no de sua família. Já disse o que acho disso. Pensão, indenização e promoção são um completo despropósito. Bom negócio era ser desertor. Mau negócio foi integrar as fileiras regulares do Exército (ou de qualquer outra Força), correr o risco de morrer e ainda ficar com fama de agente da truculência. Lamarca foi um terrorista. Tentou implantar no país uma ditadura comunista. Se não conseguiu, foi por falta de “soldados” para a sua causa, não porque não quisesse ou não tivesse tentado.

Essa brincadeira das indenizações já chega a quase R$ 3,5 bilhões, além dos R$ 28 milhões que as pensões custam todo mês. Tudo isso por conta do “idealismo” dos valentes. Pior: Lamarca, vá lá, ainda correu riscos; era facinoroso, mas também de expunha. E alguns folgazões que inventaram que suas carreiras foram interrompidas pela ditadura? O máximo risco que correram foi o de morrer de medo.

Já foram concedidas 17 mil reparações, 13 mil foram rejeitadas, e ainda há outras 30 mil na fila. Como sabem, até Lula é “pensionista” da ditadura. Mundo afora, os “vencidos” se esforçam muito para contar a sua versão da história. No Brasil, eles nem fazem tanta questão disso. Preferem mesmo é assaltar os cofres públicos. Essa é a sua verdadeira vitória.

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