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Epa!

A exemplo do que aconteceu em 2006, os “alckmistas” resolveram atuar com a agressividade típica dos petralhas. Invadiram o blog como se fosse uma corrente. E, pasmem!, muitos deles questionam o meu “direito” de apontar contradições no discurso do seu candidato. Como é que é??? De novo, a mesma obstinação, a mesma fé cega, o […]

A exemplo do que aconteceu em 2006, os “alckmistas” resolveram atuar com a agressividade típica dos petralhas. Invadiram o blog como se fosse uma corrente. E, pasmem!, muitos deles questionam o meu “direito” de apontar contradições no discurso do seu candidato. Como é que é???

De novo, a mesma obstinação, a mesma fé cega, o mesmo discurso que só olha para o próprio umbigo. No auge da conversa mole, afirmam que foi Alckmin quem elegeu Serra governador. E, dizem, não fosse a genialidade estratégica do seu líder, o PT estaria no governo de São Paulo.

Olhem aqui: jamais questionei o direito de Alckmin pleitear a Prefeitura. Ele pode, a rigor, se candidatar até a papa. Possível é. Faço análise política, gostem ou não dela. E tenho horror à mentira.

– Em 2006, Serra tinha o dobro dos votos de Alckmin. O então governador dizia que era mero recall de campanhas passadas e que a disputa começaria com o horário eleitoral. Agora ele mudou? Os alckmistas poderiam até ter um bom argumento lógico, embora muito questionável, mas vá lá: “Pô, fizemos besteira em 2006 ao escolher como candidato quem tinha menos votos. Não podemos repeti-la agora”. Mas não. Eles acham que estava certos em 2006 e agora, embora abraçando teses contrárias. Não dá. Não sou militante. Não tenho compromisso com o hospício de idéias.

– Se dependesse de Alckmin e de seus porta-vozes, Serra teria ficado na Prefeitura de São Paulo. E, aí sim, os Bandeirantes estariam hoje com o PT. De novo, a memória de muita gente é curta. A minha é muito, mas muito boa. Sempre foi. Ainda sei de cor Navio Negreiro e todo o Canto I de Os Lusíadas, hehe. E os desafios lhe assanham a fome. A do Google é melhor ainda. Trecho de reportagem da Folha de S. Paulo de 13 de janeiro de 2006. Volto depois:

Por Catia Seabra
Aliados do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, começaram ontem a explorar o “risco Kassab” como arma contra a candidatura do prefeito de São Paulo, José Serra, à Presidência da República pelo PSDB.
Dentro da estratégia de que a candidatura Alckmin é a “natural”, tucanos com trânsito no Palácio dos Bandeirantes já tornam pública sua objeção à possibilidade de passar o comando da prefeitura para o PFL a três anos do fim de mandato. Se Serra sair, assumirá o pefelista Gilberto Kassab.
Para o secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita, “isso é um ponto a ser refletido”. “É a primeira vez na história que o PSDB assume a prefeitura. E, logo depois, abandona?”, perguntou Chalita, segundo o qual “isso não tira as qualidades do prefeito José Serra, ao contrário”, mas causa reação entre os militantes.
“Nunca vencemos. Na primeira vez em que o PSDB ganha, ele abre mão e entrega para outro prefeito? Isso pesa na discussão”, disse o secretário, ressalvando que o problema não é com o PFL.
Participante de uma solenidade ontem ao lado de Alckmin, o deputado estadual tucano Milton Flávio foi mais duro ao refutar a possibilidade de Alckmin e Serra se enfrentarem numa prévia.
Segundo ele, a convenção está descartada porque Alckmin se consolidará em semanas. E “não há justificativa para que o Serra abandone o mandato com três anos ainda a serem cumpridos”. “Respeito o Kassab, mas não vejo nele a mesma competência e experiência administrativa [de Serra], para não dizer o resto.”
Leia mais aqui

Voltei
É isso aí. Se o tal “risco Kassab” valia para impedir Serra de disputar a Presidência, valia também para impedi-lo de disputar o governo de São Paulo. As palavras têm sentido. Não me venham com embromação. Podem guardar as armas. Com respeito, os alckmistas debaterão tudo neste blog. Na base da brutalidade, mando-os para o ralo das esferas, junto com os petralhas. Aqui não passam. Sem contar que o “risco Kassab”, como se vê, era papo furado.

Querem discutir “candidaturas naturais”? Topo. É natural, dada a lei, o titular de um cargo executivo disputar a reeleição. Querem discutir “imbatibilidade” (se me permitem…) eleitoral? Topo também. Alckmin só ganhou uma disputa a cargo majoritário até hoje (exceção feita à Prefeitura de Pindamonhangaba). Já foi derrotado na disputa pela Prefeitura de São Paulo e amargou uma derrota para a Presidência com menos votos no segundo turno do que no primeiro — feito, suponho, inédito ou quase.

À diferença do vereador Gilberto Natalini, líder do PSDB na Câmara, acho impossível haver um só candidato do DEM-PSDB a esta altura do campeonato. Esse papo já foi. Como se diz em Dois Córregos, essa conversa já deu flor. Se não quiserem entregar a eleição de bandeja a Marta Suplicy — E OS TUCANOS SÃO QUASE IMBATÍVEIS EM FAZER O JOGO DOS PETISTAS —, que todos tratem de arranjar uma forma de conviver pacificamente, havendo, na prática, dois candidatos do PSDB na disputa. Sim, a prefeitura do democrata Gilberto Kassab tem uma maioria de quadros tucanos.

É surrealista? É, sim. Mas é o que se tem.

Então, tigrada, devagar com o andor aí. Em 2006, Alckmin iniciou uma trajetória que parecia missionária, que encantou os analistas políticos com o que foi chamado o “lado pimentinha do Chuchu”, e terminou vestindo uma jaqueta e um boné cheio de logos de estatais.

É bom baixar o facho. Até porque, quando menos, é de se supor que, caso ele passe para o segundo turno, precisará dos votos de Gilberto Kassab. Como Kassab pode vir a precisar dos votos de Geraldo Alckmin.

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