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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Emprego na indústria continua em queda

Por Lucas Vettorazzo, na Folha: O total de empregos na indústria continua diminuindo, acompanhando o baixo desempenho da produção brasileira. A redução atingiu em março nove dos 14 Estados verificados pelo IBGE. São Paulo foi o que mais sofreu, com redução de 3,2% nesse mês. Já o Paraná foi o estado com maior alta de […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 18 Feb 2017, 16h08 - Publicado em 12 May 2012, 07h41

Por Lucas Vettorazzo, na Folha:
O total de empregos na indústria continua diminuindo, acompanhando o baixo desempenho da produção brasileira. A redução atingiu em março nove dos 14 Estados verificados pelo IBGE. São Paulo foi o que mais sofreu, com redução de 3,2% nesse mês. Já o Paraná foi o estado com maior alta de emprego na indústria, de 3,2% em março. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o volume de pessoal ocupado assalariado recuou no mês 0,4% em relação a fevereiro.

O resultado segue as duas quedas registradas no ano, em janeiro (-0,3%) e fevereiro (-0,1%). Frente a março de 2011, o indicador apurou retração de 1,2%, o pior índice mensal desde dezembro de 2009, quando o recuo atingiu 2,4%.O índice acumula queda de 0,8% no ano. Já nos últimos 12 meses a partir de março, houve avanço de 0,2%, mas continua desacelerando desde fevereiro de 2011, quando subiu 3,9%.

SETORES
Onze dos 18 setores pesquisados pelo IBGE apresentaram queda na ocupação em março frente ao observado um ano antes. Aqueles que mais sofrem com a competição externa continuam sendo os mais afetados. Fumo (-13,9%), madeira (-8,9%), vestuário (-6,8%), calçados e couro (-6,5%), produtos de metal (-6,2%) e têxtil (-5,7%) tiveram as piores quedas. Além desses, borracha e plástico (-3,8%), papel e gráfica (-3,7%) e metalurgia básica (-2,8%) acompanharam o desempenho ruim.

“A indústria têxtil e de vestuário vem sofrendo há algum tempo com a competição com os produtos chineses e com o câmbio desfavorável”, afirmou o economista da Coordenação de Indústria do IBGE, Fernando Abritta.
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