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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Embargos infringentes: decisão fica para a semana que vem. E a abulia de Janot

O Supremo marcou para a próxima quarta-feira a conclusão da votação dos embargos infringentes — se preciso, haverá uma nova sessão na quinta de manhã. Ministros manifestaram a intenção de encerrar o julgamento antes do Carnaval. Já não é sem tempo. Aliás, não havia nenhuma razão para não tomar hoje os votos dos ministros que […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 16 Feb 2017, 08h11 - Publicado em 20 Feb 2014, 18h39

O Supremo marcou para a próxima quarta-feira a conclusão da votação dos embargos infringentes — se preciso, haverá uma nova sessão na quinta de manhã. Ministros manifestaram a intenção de encerrar o julgamento antes do Carnaval. Já não é sem tempo. Aliás, não havia nenhuma razão para não tomar hoje os votos dos ministros que já se manifestaram nesse caso. No fim das contas, o que interessa mesmo é o que pensam Teori Zavascki e Roberto Barroso, que ainda não se posicionaram, embora já tenham dado muitas pistas de que vão absolver os condenados do crime de quadrilha.

Depois do intervalo, nesta quinta, falou apenas Rodrigo Janot, o procurador-geral da República. Reafirmou que os condenados cometeram, sim, o crime de quadrilha. Cumpre notar que ele o fez com o entusiasmo de uma parede. Parecia aborrecido, abúlico até. Quem não acompanhou o caso no detalhe certamente não entendeu quase nada do que ele disse. É bem verdade que não é a retórica do procurador que vai levar os dois ministros a fazer isso ou aquilo.

Como o Ministério Público é, afinal de contas, a voz do “estado que somos nós”, cumpre, parece-me, haver ao menos alguma clareza, se não pode haver entusiasmo.

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