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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

DRU – Dilma é derrotada; oposição vai ao STF e adia decisão

Por Eugêniua Lopes e Denise Madueño, no Estadão: A estratégia da presidente Dilma Rousseff de finalizar na Câmara a votação da prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) até dezembro de 2015 foi derrotada. Apesar de seu empenho pessoal e da farta liberação de recursos de emendas parlamentares, a Câmara concluiu ontem apenas o […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h13 - Publicado em 10 nov 2011, 06h29

Por Eugêniua Lopes e Denise Madueño, no Estadão:
A estratégia da presidente Dilma Rousseff de finalizar na Câmara a votação da prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) até dezembro de 2015 foi derrotada. Apesar de seu empenho pessoal e da farta liberação de recursos de emendas parlamentares, a Câmara concluiu ontem apenas o primeiro turno na emenda constitucional. O governo fracassou na tentativa de votar o segundo turno na noite de ontem, depois que a oposição recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Com o atraso na conclusão da votação na Câmara, a aprovação da DRU para valer no Orçamento do próximo ano ficará praticamente nas mãos do Senado que terá de correr para votar antes do recesso parlamentar, que começa em 23 de dezembro. Os deputados votarão o segundo turno no próximo dia 22, só então a proposta pode seguir para o Senado.

A operação montada pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e os partidos da base para cortar o prazo de cinco sessões entre dois turnos de votação esbarrou no mandado de segurança impetrado pela oposição, DEM, PSDB e PPS, no Supremo. Esse corte de prazo era considerado essencial no cumprimento do calendário do governo.

O pedido da oposição caiu nas mãos do ministro Marco Aurélio Mello, que mandou avisar que não daria nenhuma decisão na noite de ontem. “A decisão ficaria nas mãos do Judiciário”, disse Marco Maia, logo depois de ligar para a presidente e obter o seu aval para adiar a aprovação da DRU para daqui a duas semanas.
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