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Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo tem uma pergunta para os advogados do PT: “Cuma, inselenças?” E Mussum mangaria: “Só no forévis!!!”

Se alguém tinha alguma dúvida de que Luiz Inácio Apedeuta da Silva havia atuado para adiar o julgamento do mensação para o ano que vem, essa dúvida agora se dissipou. Três advogados do PT — um deles, Marco Aurélio Carvalho, é ex-sócio de José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça — encaminharam um ofício à […]

O saudoso e engraçado Mussum: no tempo em que havia mais humoristas na TV do que na política...

Se alguém tinha alguma dúvida de que Luiz Inácio Apedeuta da Silva havia atuado para adiar o julgamento do mensação para o ano que vem, essa dúvida agora se dissipou. Três advogados do PT — um deles, Marco Aurélio Carvalho, é ex-sócio de José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça — encaminharam um ofício à ministra Carmen Lúcia, presidente do TSE e membro do STF, pedindo o adiamento do julgamento.

A tese é do balacobaco! Num dado momento, têm a cara de pau de escrever:
“Tem-se o pior dos mundos: a judicialização da política e a politização do julgamento (…). É duplamente inoportuno marcar um julgamento criminal na véspera da eleição, em pleno curso da campanha. Sacrificam-se os direitos individuais e desequilibra-se o pleito, do qual o Supremo Tribunal Federal se transformará no principal protagonista”.

Heeeinnn? Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo perguntaria: “Cuma, inselenças?”

Coisa triste para um pai, para uma mãe. Vê o filho estudar direito, pegar o canudo, ficam todos orgulhosos. Aí o sujeito vira advogado do PT e se obriga a falar essas barbaridades! Coisa triste para a Constituição, o ordenamento jurídico, o estado de direito, o bom senso, a lógica… Espero que, ao menos, ganhem muito bem para meter as digitais numa troço como esse!

Os profissionais da área não se zanguem! Eu acho que o pior facínora deve ter direito a um advogado — e não seria diferente, pois, com José Dirceu, certo? Ocorre que um advogado, mesmo quando tem um caso difícil, um cliente complicado, não pode perder, vamos dizer, o decoro — atenção para isto: conceitual!!! Isto mesmo! Acabo de inventar uma expressão nova na ética profissional: O DECORO CONCEITUAL! É preciso, em suma, ter elegância, sabem cumé? É claro que vale para jornalistas também. Uma hora falo sobre o decoro conceitual da nossa “catchiguria”… Mas volto aos doutores que deixaram suas tias coradas.

Vamos pensar um pouquinho sobre a tese dos valentes. Devo entender, então, que, doravante, o Supremo Tribunal Federal — e, creio, isso teria de valer para todos os tribunais superiores — só poderia julgar questões relacionadas à política em anos impares, certo? Afinal, nos pares, sempre temos eleições. Evidentemente apareceria alguém para objetar que, no ímpar que anteceder imediatamente o ano eleitoral, também poderia haver problemas… Em suma, o melhor mesmo seria deixar isso de lado. Ora, se o STF fosse levar em conta esse calendário, aí, sim, estaria configurada a politização do tribunal.

Mas vamos seguir. Na sua espantosa falta de decoro conceitual, os doutores resolvem fazer um trocadilho infausto, certos, aposto, de que estavam diante de um achado esperto: “Tem-se o pior dos mundos: a judicialização da política e a politização do julgamento (…)”. Huuummm… O Leleco tentando dar aula de filosofia para o Adauto teria mais destreza, não é? Reiteremos o mais simples: a politização do julgamento estaria, ai sim, em não marcar o julgamento agora para preservar o PT de eventuais desgastes. Já a “judicialização da política” é, além de falta de decoro conceitual, malandragem retórica: pretende-se que toda aquela sem-vergonhice que ficou conhecida como mensalão seja só “judicialização da política”, coisa corriqueira da área levada de modo indevido ao tribunal.

É claro que eles sabem que não têm a menor chance. Trata-se apenas de mais uma firula para tentar pespegar no julgamento a pecha de perseguição ou sei lá o quê. Caso aconteça o melhor para  pais, para a moralidade e para as leis — a condenação —, então se prepara o terreno para cultuar os mártires; caso termine tudo em pizza, com cobertura de toga e cebola, aí já se prepara o berço dos heróis. Nesse caso, Mussum diria: “E o povo, ó… Só no forévis!”

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