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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Delinquentes voltam a promover quebra-quebra em SP e atacam a polícia com pedras, paus e coquetel molotov

Por Jean-Philip Struck, na VEJA.com: Os manifestantes que reclamam do reajuste no valor das passagens de ônibus e metrô em São Paulo entraram em confronto com a Polícia Militar na noite desta terça-feira, na região do Terminal Parque Dom Pedro, no centro da cidade. O grupo apedrejou e pichou ônibus que estavam estacionados no terminal, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 06h03 - Publicado em 11 jun 2013, 22h38

Por Jean-Philip Struck, na VEJA.com:
Os manifestantes que reclamam do reajuste no valor das passagens de ônibus e metrô em São Paulo entraram em confronto com a Polícia Militar na noite desta terça-feira, na região do Terminal Parque Dom Pedro, no centro da cidade. O grupo apedrejou e pichou ônibus que estavam estacionados no terminal, e a PM teve de usar bombas de gás lacrimogênio para conter o vandalismo. Sete pessoas foram detidas por depredação.

Após bloquear importantes vias da cidade, prejudicando o trânsito, os manifestantes protagonizaram cenas de depredação na região central – primeiro no Parque Dom Pedro, depois na Praça da Sé. Encapuzados, alguns integrantes picharam paredes, destruíram placas e vidraças, lançaram coquetel molotov contra policiais e quebraram justamente os ônibus, numa demonstração clara da incongruência dos protestos promovidos por um movimento que pleiteia tarifas mais baratas de transporte público. As tarifas aumentaram de 3 reais para 3,20 reais no último dia 2 de junho.

O grupo comandado pelo Movimento Passe Livre, formado por radicais de movimentos e partidos de esquerda, também montou barricadas nas ruas e incendiou sacos de lixo. A PM teve de acionar a Tropa de Choque diante do risco de incêndio nos ônibus do terminal.

“Enquanto eu negociava com alguns, outros jogaram pedras e paus. Esse é o problema de um movimento disperso, querem protestar e quebram a cidade toda”, disse o tenente-coronel da PM Marcelo Pignatari, responsável pela ação.

Trânsito
Mais cedo, os manifestantes bloquearam importantes vias da cidade. É a terceira vez em menos de uma semana que o grupo prejudica o trânsito em horários de pico, além de promover cenas de vandalismo pelas ruas. A turba bloqueou faixas da Rua da Consolação e travou a Radial Leste, comprometendo o acesso do paulistano que retorna à Zona Leste da capital. Também atearam fogo em pneus e o estrago só não foi pior porque chovia forte em diversos pontos da cidade.

Na semana passada, o Movimento Passe Livre já havia causado transtornos em duas ocasiões. Na quinta-feira, o grupo se reuniu na Praça Ramos de Azevedo, no centro, e seguiu caminhando para a Avenida Paulista. No percurso, deixaram um rastro de vandalismo e entraram em choque com a Polícia Militar. Na sexta-feira, as cenas se repetiram em um protesto semelhante na Zona Oeste, quando os manifestantes voltaram a bloquear vias como a Avenida Faria Lima e a Marginal Pinheiros, causando enormes congestionamentos.

Depredações
Nesta terça-feira, o Ministério Público de São Paulo afirmou que pretende responsabilizar os manifestantes que depredaram estações de metrô e lojas nos protestos ocorridos na semana passada. Somente nestas estações, o prejuízo chegou a 73 000 reais. Um total de quinze pessoas foram detidas, entre elas o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior.

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