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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Delação do hecatônquiro Palocci: pânico além das fronteiras do PT

Lula e o PT têm pavor de pensar no assunto. Mas é bom lembrar que ex-ministro era o interlocutor do partido com todos os setores da economia

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 20 abr 2017, 10h23 - Publicado em 19 abr 2017, 08h53

Consta que Antonio Palocci já fez o primeiro encontro com vistas à delação premiada. É claro que essa possibilidade tira o sono do PT e de Lula em particular.

Mas o pânico vai muito além da cerca vermelha.

Palocci era o interlocutor do PT com os bancos, com a indústria, com o varejo, com a Casa da Noca…

Vejam a dimensão que tomou a Lava Jato. A palavra “petrolão” se tornou um reducionismo. Afinal, as sem-vergonhices na Petrobras eram apenas parte da arquitetura criminosa. A operação já passou por lugares que nada têm a ver com a estatal.

  • E o que se teme é que setores até agora blindados contra a onda de delações acabem tragados pelo olho do furacão. E Palocci é o elemento-chave de tal risco.

    Afinal, o ex-ministro sempre foi um dos hecatônquiros do PT, também conhecidos por centímanos — criaturas mitológicas de cem braços e 50 cabeças. Eram três irmãos, filhos de Urano e Gaia e irmãos dos titãs: Briareu (“vigoroso”), Coto (“furioso”) e Giges (“de grandes membros”) — aquela da ilustração.

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