Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Datafolha: por que dizer “ainda dá” se tornou, agora, uma questão moral para mim

Como todos vocês já sabiam mesmo do Datafolha no Jornal Nacional, emendei com o horário eleitoral. Tudo pode ter ficado igual, com ligeira tendência de melhora. Animador? Não. Mas também não é pra se jogar no Itaimbezinho, hehe. Vocês sabem que já me irritei muito com a campanha de Alckmin (ela ainda me irrita um […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h14 - Publicado em 12 set 2006, 22h18
Como todos vocês já sabiam mesmo do Datafolha no Jornal Nacional, emendei com o horário eleitoral. Tudo pode ter ficado igual, com ligeira tendência de melhora. Animador? Não. Mas também não é pra se jogar no Itaimbezinho, hehe. Vocês sabem que já me irritei muito com a campanha de Alckmin (ela ainda me irrita um pouco, mas trato disso em outro post), mas agora a questão é outra. Vocês devem ter notado que mudei um pouco de tom em relação a isso tudo. Depois que Lula se comparou a Jesus Cristo e que Rose Marie Muraro escreveu aquela estrovenga na Folha, nem quero saber se a mula é manca. Vou continuar a afirmar que vai dar. Tenho esse direito. Lula tinha 51%; aparece com 50%. Variação dentro da margem de erro. Alckmin tinha 27%. Aparece com 28%. Idem. Loló ficou nos 9%. Estou dando bom dia e boa noite para variação de dois pontos.

Ninguém aqui é trouxa. Todos conhecem as dificuldades. Lula tem tudo pra ganhar? É claro que sim. Para tanto, contam as contribuições milionárias de todos os erros? Não há dúvida. Mas agora essa gente passou dos limites, não é? No segundo turno, também nada mudou. Os mesmos 55% de Lula contra 38% de Geraldo (tinha 37%). A avaliação de ótimo e bom para o governo variou de 48% para 46%. Depois do Lula transubstanciado e da ética de Frei Betti de Rose Marie Muraro, a única postura moral que acho aceitável é dizer: “Tomara que ainda dê; não desanimem”.

E se não der? Na política, os democratas entram para ganhar e para perder. Lula é que acha que veio para ficar. Será preciso lhe provar agora ou daqui a pouco que não é bem assim. Dissensões e divergências, e as há aos montes — que explicam, inclusive, as dificuldades —, ficam para depois. Agora se trata, para este homem-blog, de combater o “cristo” da bandalheira.

Publicidade