Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Dafolha 2 – Dois cenários: Dilma e Marina crescem; Aécio cai

O Datafolha testou sete cenários — incluindo aqueles que já classifiquei de absurdos: com Joaquim Barbosa. Mas, sei lá por quê, deixou de pesquisar um deles, muito mais plausível: com José Serra como o candidato tucano, mas sem Barbosa. Ainda volto ao assunto. Vamos aos dois primeiros cenários, no cotejo com a pesquisa anterior, que […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 17 fev 2017, 09h28 - Publicado em 10 ago 2013, 19h10

O Datafolha testou sete cenários — incluindo aqueles que já classifiquei de absurdos: com Joaquim Barbosa. Mas, sei lá por quê, deixou de pesquisar um deles, muito mais plausível: com José Serra como o candidato tucano, mas sem Barbosa. Ainda volto ao assunto. Vamos aos dois primeiros cenários, no cotejo com a pesquisa anterior, que é dos dias 27 e 28 de junho. O levantamento de agora foi feito nos dias 7 a 9 deste mês.

CENÁRIO 1 – Péssimo resultado para Aécio
Dilma – vai de 30% para 35%
Marina – vai de 23% para 26%
Aécio – cai de 17% para 13%
Campos – vai de 7% para 8%

Comento
A Folha fez 2.615 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Como se nota, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (Rede) avançam além dela. Cresceram. Eduardo Campos (PSB) fica estacionado. O resultado é péssimo para o tucano Aécio Neves. O jornal afirma que ele oscilou na margem de erro, mas a informação é incorreta. Ele caiu. A menos que se opere com o estranho critério de encavalar as margens da pesquisa anterior e desta. Nesse caso, na de junho, ele poderia ter entre 15% e 19% e, agora, entre 11% e 15%. Mas não é assim que os especialistas fazem a análise.

Fosse assim , o jornal não poderia sustentar, como sustenta, corretamente, que Marina cresceu. Afinal, encavalando-se as margens de erro, ela poderia estar no mesmo lugar, já que, em junho, poderia ter entre 21% e 25% e, agora, entre 24% e 28%. Acho que fui claro.

O resultado é especialmente ruim para o tucano porque, no período, foi alçado à condição de porta-voz do maior partido de oposição, teve um programa político na TV direcionado só para ele e é tratado pela imprensa como “o” candidato tucano.

Como se percebe, Dilma começa a recuperar parte do seu prestígio, e Marina Silva se torna, de longe, a figura política que mais lucrou com as manifestações de rua. Na pesquisa dos dias 6 e 7 de junho, ela tinha apenas 14% das intenções de voto.

CENÁRIO 2 – O do absurdo
Dilma – de 29% para 33%
Marina – de 18% para 22%
Aécio – de 15% para 12%
Joaquim Barbosa – de 15% para 11%
Campos – de 5% para 6%

Comento
É um dos cenários aloprados. Talvez sirva apenas para registrar uma certa queda no prestígio de Joaquim Barbosa, nada mais. Ele não será candidato. Não entendo por que insistir nessa possibilidade. Serve também para notar que, com ou sem Barbosa, Aécio varia pouco.

Publicidade