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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Companheiro de viagens de Lula é condenado a 15 anos de prisão

Em relatório final sobre a gravação, a PF informou a Moro que Lula falou por telefone no dia 15 de junho de 2015 com Alexandrino. Quatro dias depois do telefonema, o executivo foi preso junto com o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht. Segundo o relatório, Lula e Alexandrino estariam preocupados com "assuntos do BNDES". A PF não grampeou Lula, que ainda não era investigado pela operação. Os investigadores monitoravam os contatos do executivo, e por isso a conversa foi gravada

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 23h20 - Publicado em 8 mar 2016, 21h13

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Companheiro de viagens do ex-presidente Lula ao exterior, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar foi condenado nesta terça-feira pelo juiz federal Sergio Moro a 15 anos, 7 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Alencar era um dos quadros da empreiteira mais próximos de Lula. Uma interceptação telefônica efetuada pela Polícia Federal no âmbito da 14ª fase da Lava Jato, a Erga Omnes, capturou uma conversa entre ele e o ex-presidente.

Em relatório final sobre a gravação, a PF informou a Moro que Lula falou por telefone no dia 15 de junho de 2015 com Alexandrino. Quatro dias depois do telefonema, o executivo foi preso junto com o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht. Segundo o relatório, Lula e Alexandrino estariam preocupados com “assuntos do BNDES”. A PF não grampeou Lula, que ainda não era investigado pela operação. Os investigadores monitoravam os contatos do executivo, e por isso a conversa foi gravada.

Alencar era diretor de Relações Institucionais da empreiteira e foi apontado por delatores do petrolão como um dos operadores de propina na Odebrecht. Ele deixou o cargo pouco depois da prisão. Entre 2008 e 2012, Alencar encontrou-se diversas vezes com Rafael Ângulo Lopez, auxiliar do doleiro Alberto Youssef, que, além de distribuir a propina do petrolão para políticos, fazia depósitos em contas no exterior para beneficiários do esquema criminoso. O executivo chegou a viajar com o ex-presidente Lula para o exterior em uma “missão oficial” do petista para Guiné Equatorial e para países latino-americanos.
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