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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Comissão da Farsa – Ignorar crimes das esquerdas é um erro, diz representante da Human Rights Watch

Leitores, acabei ficando preso no Rio em razão de contratempos . Depois falo da maravilha que foi o lançamento de “Objeções de um Rottweiler Amoroso” na Livraria da Travessa. Escrevo no celular. Vamos lá. Afirmei neste blog que é um absurdo a Comissão da Verdade ignorar os crimes das esquerdas. Os idiotas, como sempre, reagiram com […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 02h28 - Publicado em 15 dez 2014, 11h15
Leitores, acabei ficando preso no Rio em razão de contratempos . Depois falo da maravilha que foi o lançamento de “Objeções de um Rottweiler Amoroso” na Livraria da Travessa. Escrevo no celular. Vamos lá.

Afirmei neste blog que é um absurdo a Comissão da Verdade ignorar os crimes das esquerdas. Os idiotas, como sempre, reagiram com idiotices. Agora, quem diz isso é uma das vozes mais respeitadas do mundo em defesa dos direitos humanos em entrevista à Folha. Tratarei do assunto nos Pingos nos Is. Leiam trecho. Volto depois
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O diagnóstico é contundente: o chileno José Miguel Vivanco, 53, diretor-executivo da divisão Américas da ONG Human Rights Watch, diz que o Brasil está atrasado e precisa de coragem para julgar os acusados, de ambos os lados, de crimes durante a ditadura militar (1964-1985).
Diz sobre a decisão de ignorar os crimes das esquerdas: “Foi um erro. Não pode haver dois pesos e duas medidas. Se houve abusos cometidos por grupos armados irregulares, isso deve constar de um informe dessa natureza. E também haveria servido para mostrar a magnitude dos abusos cometidos pelo Estado e a magnitude dos abusos dos grupos armados.”
Voltei
Não. Não concordo com Vivanco em tudo. Ele acha que a Lei da Anistia pode ser revista para ambos os lados, e eu, para nenhum. Demonstrarei que o Brasil está mais pacificado do que os países que ele usa como exemplo. Vou deixar claro que ele ignora o caso da África do Sul. Mas, no essencial, concordamos: direitos humanos não têm marca ideológica.
E agora? Chamarão Vivanco de “direitista” e agente da ditadura?
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