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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

CENTRAL SINDICAL FAZ PROTESTO EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS EM CUBA

Uma das centrais sindicais brasileira, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), vai realizar nesta quarta feira, às 9h30, um ato de solidariedade ao povo cubano em frente à sede do Consulado de Cuba em São Paulo, na Rua Cardoso de Almeida, 2115, Perdizes. Os sindicalistas estão se solidarizando com as chamadas “Damas de Branco”, mulheres, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 15h36 - Publicado em 6 abr 2010, 07h09

Uma das centrais sindicais brasileira, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), vai realizar nesta quarta feira, às 9h30, um ato de solidariedade ao povo cubano em frente à sede do Consulado de Cuba em São Paulo, na Rua Cardoso de Almeida, 2115, Perdizes. Os sindicalistas estão se solidarizando com as chamadas “Damas de Branco”, mulheres, mães e irmãs de presos políticos e de pessoas perseguidas pelo regime que pedem democracia no país. Devem participar do evento, segundo informa a central, mulheres das categorias profissionais filiadas à UGT, todas vestidas de branco, e os principais dirigentes da entidade, como Ricardo Patah, presidente, e Enilson Simões de Moura, o Alemão, vice-presidente. Leiam a nota que será distribuída aos presentes. Volto em seguida:

“A UGT conclama os dirigentes cubanos, herdeiros de uma revolução que, ao pôr fim à ditadura sanguinária e entreguista de Fulgêncio Batista, embalou os sonhos e esperanças de várias gerações, a reafirmarem seus compromissos com a democracia, a liberdade e o respeito aos direitos humanos, para que brindem o mundo com o exemplo de tolerância e respeito aos direitos fundamentais do homem, libertando seus prisioneiros de opinião e respeitando as posições humanitárias das ‘Damas de Branco’.

Comento
Da nota, só concordo com a cobrança de democracia, liberdade e respeito aos direitos humanos. O governo cubano não pode “reafirmar compromissos” que nunca teve. O regime dos irmãos Castro sempre foi uma ditadura asquerosa. Impôs-se pela violência, pela intimidação, pelas execuções. No primeiro ano de governo, 50 mil pessoas já tinham deixado o país. A Cuba de Fidel criou o primeiro campo de prisioneiros das Américas, obgra do Che Guevara, o “porco fedorento”. Entre os executados pelo regime e os que morreram afogados tentando deixar a ilha, estimam-se em 100 mil os mortos. O regime sempre foi uma tirania monstruosa. Embalou de equívocos “os sonhos de uma geração”.

Divulgo a manifestação porque, que eu me lembre, é a primeira no Brasil a cobrar que os tiranos libertem seus presos de consciência. Mas repudio as concessões que se fazem às bases que fundaram aquele regime. Não custa lembrar: Cuba, em 1959, era o país que ostentava os melhores indicadores sociais da América Latina. É fato, não chute ou ideologia. A fantasia de que não passava de um “puteiro” dos EUA foi mais uma das mentiras que os comunistas ajudaram a propagar. Estou falando de história, de dados objetivos.

De todo modo, abaixo a ditadura! Melhor a manifestação, mesmo com sua nota errada,  do que o silêncio cúmplice das outras centrais. E encerro: se há quem acredite que será o próprio regime a promover a abertura, parece ser esse um sonho distante. O que resta de Fidel e aquele anão homicida que o sucedeu sabem que não há “meio socialismo”. Se começa a cair, cai inteiro. Por isso não existe “socialismo de face humana”. É o humano entrar no meio, e o socialismo acaba.

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