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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Cabral: governo não tem o que fazer sobre bombeiros; especialistas criticam governador

No Globo: Durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira, o governador Sérgio Cabral disse ao site G-1 que a decisão sobre a libertação dos 439 bombeiros não cabe ao governo do estado: “Cabe à Justiça Militar decidir sobre isso: se eles permanecem presos ou se eles não permanecem presos. Nós estamos cuidando, vamos cuidar […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 11h41 - Publicado em 10 jun 2011, 06h35

No Globo:
Durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira, o governador Sérgio Cabral disse ao site G-1 que a decisão sobre a libertação dos 439 bombeiros não cabe ao governo do estado: “Cabe à Justiça Militar decidir sobre isso: se eles permanecem presos ou se eles não permanecem presos. Nós estamos cuidando, vamos cuidar depois do processo disciplinar. O Executivo estadual não tem o que fazer, nem libertá-los, nem mantê-los presos. Isso é uma questão da Justiça”.

De acordo com cientistas políticos e deputados de oposição ouvidos pelo GLOBO, o governador tem cometido erros políticos durante as negociações com os bombeiros. Chefe do Departamento de Ciência Política da UFF, Marcus Ianoni acha que faltou ao governo habilidade para insistir nas negociações:”Era preciso buscar ao máximo a negociação e evitar que o caso chegasse à invasão do quartel e à truculência. A meu ver, faltou habilidade ao governador ao não considerar legítima a reivindicação dos bombeiros”.

Para o professor da PUC Ricardo Ismael, a situação só chegou ao ponto de o QG ser invadido porque o governo não apresentou uma proposta que desmobilizasse os bombeiros: “As propostas apresentadas agora (criação de uma secretaria e antecipação do reajuste) mostram que as anteriores eram realmente muito ruins e que o governo tinha contraposta melhor a oferecer”.

O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) aponta três erros:”Ele (Cabral) errou ao subordinar os bombeiros à Secretaria de Saúde em 2007 e não deu importância quando o movimento dos bombeiros surgiu há alguns meses. E o governo como um todo foi muito lento para perceber que a mobilização dos bombeiros era para valer.”

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