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Boulos e Bebel, esbirros do PT, buscam dar algum fôlego para Padilha tentando produzir a desordem. Vão afundá-lo ainda mais

Independentemente do resultado nas urnas no dia 26 de outubro, pouco importa quem vai se sagrar o vencedor na disputa presidencial, um modelo de fazer política está chegando ao fim. Mesmo que ele ganhe uma sobrevida de quatro anos, assistiremos a um período de esgotamento. A que me refiro? Duas ocorrências nesta quinta evidenciam a que […]

Independentemente do resultado nas urnas no dia 26 de outubro, pouco importa quem vai se sagrar o vencedor na disputa presidencial, um modelo de fazer política está chegando ao fim. Mesmo que ele ganhe uma sobrevida de quatro anos, assistiremos a um período de esgotamento. A que me refiro? Duas ocorrências nesta quinta evidenciam a que ponto de cinismo pode chegar a turma que confunde partido e movimento social. E tudo, na verdade, porque se disputa mesmo é o poder.

O MTST, o movimento dos autointitulados trabalhadores sem-teto — curiosamente, a turma não trabalha — decidiu, ora vejam, promover um protesto em frente à Sabesp, em parceria com o movimento Periferia Ativa. Não se descartava nem mesmo a invasão da sede da empresa. Por quê? Para acusar um racionamento de água que não existe.

Todos sabem que o MTST é mero esbirro, mera escora, do PT — um esbirro do lado esquerdo, mas esbirro ainda assim. Guilherme Boulos, o chefão do grupo, é só uma das vozes do partido entre oschamados “movimentos sociais”. É o que se chama “um quadro”. Está sendo preparado e treinado para tarefas maiores. Boulos pretende ser, em suma, um Lula com curso universitário. Vamos ver quanto tempo vai demorar para que se candidate a um cargo público. É questão de tempo. Felizmente, São Paulo dá mostras de estar com o saco cheio de oportunismos dessa espécie.

Também nesta quinta, acreditem, um grupelho de 150 professores ligados à Apeoesp, o sindicato da rede estadual de ensino, decidiu fazer uma passeata e uma assembleia para, atenção!, discutir o aumento de salário do… ano que vem. Sabem quando é o dissídio da categoria? Em março! Faltam ainda cinco meses, quase meio ano. Ah, sim: eles  protestam também contra a crise hídrica e o desequilíbrio climático global — seja lá o que isso signifique. O ato, para não variar, começou na Avenida Paulista, e os gatos-pingados seguiram em passeata até a Assembleia Legislativa.

Em março de 2010, esse mesmo sindicato, liderado por uma petista conhecida por “Bebel” — tenham sempre cuidado com mulheres e homens maduros com apelido de criança —, resolveu promover uma greve de professores em São Paulo. Já estava claro que José Serra, então governador, seria o candidato do PSDB à Presidência, e que Dilma Rousseff disputaria pelo PT. Em cima de um caminhão de som, a tal Bebel prometeu: “Vamos quebrar a espinha de Serra”. Terminado o ato, ela seguiu para um encontro com Dilma.

Foi a primeira greve na história em que um sindicato pediu a extinção de benefícios. O governo Serra, então, havia instituído:
– plano de carreira — Bebel era contra;
– promoção salarial por mérito — Bebel era contra;
– bônus salarial — Bebel era contra;
– escola para formação de professores — Bebel era contra;
– material didático para a orientação das aulas — Bebel era contra.

A greve terminou no dia 8 de abril daquele 2010, um mês depois de começar. Nunca atingiu mais de 1% da categoria. O governo não cedeu a nenhuma das reivindicações boçais, e a tal Bebel teve de fugir dos ovos na assembleia que decidiu o fim da paralisação que não houve. Ah, sim: o TSE multou a Apeoesp por propaganda eleitoral indevida.

A mesma propaganda a que o grupelho se dedica agora, em parceria com o MTST. Isso tudo é desespero eleitoral. O candidato do sr. Boulos e da sra. Bebel tem, segundo o Ibope, apenas 8% das intenções de voto. Esses dois gênios da raça não se conformam que a população de São Paulo não concorde com eles. Para encerrar: em Guarulhos, senhor Boulos, há, de fato, racionamento de água. Lá, a Sabesp não opera. O sistema é monopólio da prefeitura — uma prefeitura que está com o PT há 14 anos. Boulos, no entanto, este gigante moral, não marca protesto nenhum na cidade administrada por seus companheiros.

Eu sinto vergonha até de escrever sobre essa gente. A vergonha que eles não sentem de ser o que são e de fazer o que fazem.

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