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Bem-vindo, Caio Blinder!

Estréia amanhã na VEJA.com, nos nove anos do terrível 11 de Setembro,  a coluna do jornalista Caio Blinder (foto), o que é muito bom para o site e para os leitores. Caio — vou chamá-lo pelo prenome porque é um querido amigo — é um dos mais competentes jornalistas brasileiros dedicados à cobertura internacional. Radicado […]

caio-blinder-doisEstréia amanhã na VEJA.com, nos nove anos do terrível 11 de Setembro,  a coluna do jornalista Caio Blinder (foto), o que é muito bom para o site e para os leitores. Caio — vou chamá-lo pelo prenome porque é um querido amigo — é um dos mais competentes jornalistas brasileiros dedicados à cobertura internacional. Radicado nos EUA há 21 anos, conhece como poucos a política americana e está sempre ligado a tudo o que acontece de relevante no mundo.

Caio tem uma vasta experiência, mas começo por uma que me é particularmente cara: ele foi correspondente da revista Primeira Leitura em Nova York e colaborou ativamente com alguns dos bons momentos da publicação. É um sujeito inteligente, generoso e engraçado — o famoso “humor judaico” —, características que tornam a vida sempre mais agradável. Pode ser visto aos domingos no Manhattan Connection (GNT) — onde está desde 1993, ano da criação do programa — e ouvido todos os dias na rádio Jovem Pan, de que é correspondente desde 1994.

Não pensamos as mesmas coisas, não! Eu o defino, deixe-me ver, como uma espécie de órfão ideológico. As posições anti-Israel e, no mais das vezes, anti-semitas das esquerdas — além do namoro com o fascismo islâmico em nome do antiamericanismo — o afastaram dessa doença do espírito. Mas continua certamente à minha esquerda ao menos, o que, convenham, não é assim tão difícil. As divergências rendem alguns agradáveis bate-bocas. Gosto de debater com ele porque está naquela categoria de pessoas com quem se pode aprender ao divergir.

Caio já trabalhou na Folha, onde foi editor de Internacional, no Estadão, no Globo, na BBC Brasil, no Diário de Notícias de Lisboa e na Exame (do Brasil e de Portugal). Vai dividir com os leitores o que aprendeu em 33 anos de profissão, um mestrado em Estudos Latino-Americanos e outro em Relações Internacionais.

Divergências à parte, há algumas convicções que nos unem de forma inquebrantável: acreditamos nos valores da civilização ocidental, estamos convictos de que é preciso ter a coragem de defendê-los e repudiamos a agressão aos direitos fundamentais do homem em nome de particularismos culturais. Caio certamente exercitará esses valores, tem sua página, temperados por seu particular interesse em geopolítica.

Fará na VEJA.com o excelente e dedicado trabalho, que é a sua marca. E é bem provável que, de vez em quando, eu ligue pra ele: “Pô, Caio! Você está errado!” E desligarei o telefone mais sabido do que estava antes.

Bem-vindo, amigão!

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