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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Banco Panamericano é alvo de operação da Polícia Federal

Henrique Abravanel, irmão de Silvio Santos, dono do SBT, está entre os investigados por operações fraudulentas da Caixa Participações junto ao banco

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 20h57 - Publicado em 19 abr 2017, 14h04
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Conclave, que investiga a suposta aquisição fraudulenta de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações. O inquérito apura a atuação de agentes públicos responsáveis pela assinatura de pareceres que basearam a compra e venda de ações do Panamericano pela Caixa Participações, com a posterior transação de ações do Panamericano pelo Banco BTG Pactual. Ainda se investigam possíveis prejuízos causados a correntistas e clientes do banco. Foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão expedidos pela 10a Vara Federal de Brasília, 30 em São Paulo, 6 em Brasília e ainda em Belo Horizonte, Recife e Londrina.
A Justiça ainda determinou a indisponibilidade e bloqueio de valores de contas bancárias de alvos das medidas cautelares. O bloqueio alcança o valor total de R$ 1,5 bilhão.
Um dos investigados é o executivo do Panamericano Henrique Abravanel, irmão do empresário e apresentador de TV Silvio Santos, dono do SBT: ele sofreu busca e apreensão de documentos em sua residência e quebra do sigilo bancário e fiscal. Também há mandados de busca e apreensão envolvendo o banqueiro André Esteves e o banco BTG Pactual.
A assessoria de imprensa da Caixa afirmou que a Caixa Participações “está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com os trabalhos”. Em comunicado, o Banco Panamericano afirmou que está colaborando com as investigações e que a compra das ações pela Caixa Participações “não tem nenhuma relação com a gestão atual ou com suas operações”.
O advogado de André Esteves, Carlos Almeida Castro, confirmou que a sede do BTG no Rio foi alvo da operação, assim como as casas do banqueiro. Ele disse, no entanto, que nada foi levado dos endereços.
O nome da operação se deve à forma sigilosa com que foram tratadas as negociações para transação ocorrida entre o Banco Panamericano e a Caixa. Ela faz alusão ao ritual que ocorre a portas fechadas entre cardeais na Capela Sistina, no Vaticano, para escolher um novo papa para a Igreja Católica.
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