Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Assad diz que aceita entregar controle de arsenal químico

Na VEJA.com: O ditador sírio Bashar Assad confirmou nesta quinta-feira que vai entregar o controle do seu arsenal de armas químicas para uma comissão internacional, conforme previsto por um plano apresentado pela Rússia no início da semana. A declaração foi feita horas antes de o secretário de Estado americano, John Kerry, se reunir, em Genebra, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 05h24 - Publicado em 12 set 2013, 16h55

Na VEJA.com:
O ditador sírio Bashar Assad confirmou nesta quinta-feira que vai entregar o controle do seu arsenal de armas químicas para uma comissão internacional, conforme previsto por um plano apresentado pela Rússia no início da semana. A declaração foi feita horas antes de o secretário de Estado americano, John Kerry, se reunir, em Genebra, na Suíça, com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para discutir a situação na Síria e o plano russo. Representantes dos Estados Unidos disseram que o plano é “factível, mas difícil” e exigiram que o ditador revele o mais rapidamente detalhes sobre seu arsenal como forma de compromisso.

Assad disse que seu governo vai começar a repassar informações sobre o arsenal químico um mês após aderir à Convenção sobre Armas Químicas de 1993, que baniu esse tipo de material. A assinatura, que faz parte do plano russo, ainda não teve a data divulgada. “Quando virmos que os Estados Unidos realmente querem estabilidade na nossa região, e quando pararem de ameaçar (…) e suspenderem a entrega de armas para terroristas, então nós vamos acreditar que os processos necessários podem ser finalizados”, disse o ditador.

As declarações de Assad foram feitas em entrevista ao canal de televisão russo Rossiya 24. O ditador disse que sua decisão não foi tomada por causa da ameaça de uma intervenção militar por parte dos EUA – nas últimas semanas, o governo americano defendeu um ataque ao regime sírio como retaliação pelo uso de armas químicas contra a população do país árabe no dia 21 de agosto. A avaliação da Casa Branca é que Assad só aceitou o plano russo por causa das ameaças.

“As ameaças dos Estados Unidos não influenciaram na decisão de pôr as armas químicas sob controle”, afirmou Assad. A aceitação do plano por parte da Síria já havia sido divulgada na terça-feira, mas esta foi a primeira vez que o próprio ditador falou sobre o assunto. Assad disse ainda que seu governo adotou a medida “pela Rússia”, que é sua aliada. Ele afirmou também que Damasco enviará para a Organização das Nações Unidas (ONU) a documentação necessária para a assinatura da convenção de 1993.

O plano russo prevê quatro etapas. Na primeira, a Síria deve assinar a Convenção sobre Armas Químicas de 1993 e se juntar à organização internacional responsável por administrar o acordo. Na segunda etapa, a Síria deve revelar o local onde estão estocadas suas armas. Na terceira, permitir o acesso dos locais aos inspetores internacionais e, por fim, deve destruir o arsenal.

EUA
Antes de se reunirem com russos nesta quinta-feira, representantes do governo dos Estados Unidos pediram que o regime sírio revele o mais rápido possível o tamanho e as características de seu arsenal químico. Os americanos ainda avaliam a proposta russa com cautela e a Casa Branca já disse estar cética quanto ao plano. “É factível, mas difícil”, declarou uma fonte americana sobre o plano antes da reunião entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o ministro das Relações exteriores russo, Sergei Lavrov. A mesma fonte disse que o governo americano espera que o regime sírio “declare o mais rápido possível todo seu arsenal”, como demonstração de compromisso.

“O objetivo é ver se realmente há uma via confiável para avançar, se os russos são sérios no que dizem e, mais importante, se Assad é sério no que diz”, disse a mesma fonte. Já o ministro russo, Sergei Lavrov, defendeu antes da reunião a necessidade de resolver a crise síria pela via diplomática. “Existe uma possibilidade para a paz na Síria e não podemos deixá-la passar.”

Continua após a publicidade

Publicidade