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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Ah, como esses traficantes são gananciosos! Que coisa feia, gente! É preciso criar urgentemente a Bolsa Maconha!

Ai, ai… Sim, vão dizer que só escrevo certas coisas porque sou reacionário, de direita, pouco afeito ao mundo moderno, católico, sei lá… Mas o que vocês querem que eu faça? Convido-os a ler um texto publicado no Estadão Online. Volto em seguida. Maconha pode chegar até 283 vezes mais cara ao usuário no Rio, […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 31 jul 2020, 09h59 - Publicado em 5 dez 2011, 20h14

Ai, ai…

Sim, vão dizer que só escrevo certas coisas porque sou reacionário, de direita, pouco afeito ao mundo moderno, católico, sei lá… Mas o que vocês querem que eu faça? Convido-os a ler um texto publicado no Estadão Online. Volto em seguida.

Maconha pode chegar até 283 vezes mais cara ao usuário no Rio, diz pesquisa

Por Marcela Bourroul Gonsalves:
Uma pesquisa encomendada pela organização Viva Rio constatou que o preço da maconha pode aumentar 283 vezes entre sua colheita no Paraguai e a venda para o usuário carioca. O levantamento analisou os preços da droga ilícita mais consumida do mundo de uma ponta à outra em sua cadeia de consumo. A pesquisa também apontou variações extremas de preços em uma mesma região. Segundo os dados apurados, em média, o valor do grama da maconha comprada em favelas custa 61% a menos do que os preços encontrados em bairros de classe média. “A ideia da pesquisa é que seja a primeira de uma série. A gente percebe que se conhece pouco o mercado das drogas ilícitas no Brasil”, de acordo com Rubem César Fernandes, diretor executivo da Viva Rio.

A título de comparação, a pesquisa cita os resultados obtidos em relação ao tabaco, cujo aumento do preço varia entre 27 e 39 vezes, incluindo o alto imposto sobre o produto, de quase 80% de seu valor bruto. Ainda que a comercialização da maconha envolva riscos por conta da sua ilegalidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o comerciante da droga tenha uma perda de aproximadamente 17% do produto, que pode variar dependendo da região. De acordo com o divulgado, a conclusão do levantamento é que “a proibição torna o comércio da maconha altamente rentável para quem se arrisca na economia clandestina”.

Os pesquisadores levaram cerca de cinco meses para levantar os dados, obtidos através de documentos oficiais dos dois países, divulgados pela imprensa e de entrevistas. O Paraguai foi escolhido por ser a principal fonte do mercado brasileiro e a segunda no mundo, atrás apenas do Marrocos.

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Que coisa, hein!?

Sob o pretexto de que se conhece pouco um determinado assunto, pesquisadores podem sair por aí colhendo dados, resta saber pra quê, sobre o mercado da pedofilia, tráfico de órgãos, comércio de escravas sexuais etc. Não há limites. Afinal, conhecemos pouco de quase tudo. A questão é saber o que é prioritário.

Eu não sei se entendi direito, mas há uma certa tentação de cobrar que o governo faça alguma coisa, hehe… Quem sabe o tabelamento do preço da maconha! Resta evidente, parece-me, o viés do trabalho e a motivação original da curiosidade: a proibição do comércio da droga eleva exponencialmente o lucro do traficante. Corolário: se ela fosse legal, a majoração de preços seria menor.

Pode-se dizer o mesmo de qualquer atividade ilícita: quanto maior o risco, maior o lucro do criminoso. A depender de como isso seja lido, resta concluir que a melhor forma de a gente punir esses “gananciosos” é legalizar os crimes. Todos eles. Quando tudo for da lei, pra que lei? Restará apenas a do mais forte! Viva ao estado da natureza!

Rubem César Fernandes, da tal Viva Rio, por ora, está vivendo a fase da “curiosidade”. Vamos ver por onde ele vai quando chegar o momento das conclusões…

Por enquanto, entendo que esses traficantes são muito gananciosos! Especialmente os do asfalto. Vejam ali que há uma espécie de luta de classes entre os traficantes do morro e os do asfalto.  Que coisa feia, gente! É preciso criar urgentemente a Bolsa Maconha para pôr um fim à ganância capitalista desses comerciantes, que ficam sonegando um gênero de primeira necessidade!

Maconha com esse ágio é um atentado aos direitos do consumidor, né?

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