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Ah, agora entendi de onde vem a onda dessa gente mixuruca. Ou: VEJA e os cubanos numa reportagem de 1999

Em 1999, a VEJA publicou uma reportagem sobre a vinda de médicos cubanos para o Brasil. O gancho foi a chegada de doutores para uma cidade de Tocantins. Ao todo, informa o texto, havia no país, naquele ano, 166 profissionais vindos da ilha. O texto de VEJA segue reproduzido abaixo. Segundo se entende ali, eram […]

Em 1999, a VEJA publicou uma reportagem sobre a vinda de médicos cubanos para o Brasil. O gancho foi a chegada de doutores para uma cidade de Tocantins. Ao todo, informa o texto, havia no país, naquele ano, 166 profissionais vindos da ilha.

O texto de VEJA segue reproduzido abaixo. Segundo se entende ali, eram as cidades que estavam trazendo os médicos. Ainda que fosse o Ministério da Saúde, tentarei saber nesta terça, tudo indica que o contrato era feito com os próprios profissionais, não com o governo de Cuba. Leiam o texto. Volto em seguida.

 

Voltei
Muito bem! O jornalismo de aluguel, que já começou a fazer a campanha eleitoral de Alexandre Padilha — sempre com o patrocínio de estatais e de gestões petistas (dinheiro público na veia; é gente viciada nisso) —, mobilizando uma tropa de idiotas que trabalham de graça, deu início a uma campanha: “Ah, a VEJA elogiou os médicos em 1999 e agora critica”. E, claro, açula a petralhada contra mim.

Vamos ver.
1: Em 1999 ou agora, não se trata de ser “contra médicos cubanos”. Isso nunca esteve em debate. O que se critica é o regime de contratação; é o fato de Cuba ficar com a maior parte do desembolso; é o fato de os médicos receberem, mesmo no Brasil, um salário miserável — mas ainda muito superior àquilo que se paga na ilha do pesadelo, em 1999 e agora.

2: A reportagem de 1999 já deixava claro que havia, sim, uma questão legal: a falta do Revalida, problema que permanece. E indaga por que os médicos, que estão reclamando da presença dos cubanos, não vão para o interior.

3: Em nenhum momento há evidência, que agora abunda, de um contrato de trabalho que é, por qualquer razão que se queira, análogo à escravidão. Como se nota acima, marido e mulher chegaram para trabalhar.

4: Há, sabemos, casos de médicos cubanos que vieram e se estabeleceram no Brasil, regularizando depois a sua situação.

5: É certo que há médicos competentes em Cuba. Entre os 4 mil que chegarão, muitos podem ser excelentes profissionais. Essa é uma falsa questão, proposta por vagabundos e propagada por tolos. Cubanos e quantos quiserem vir trabalhar no Brasil são bem-vindos. MAS QUE VENHAM COMO CIDADÃOS LIVRES.

6: Para encerrar: ainda que eu divergisse da VEJA de 1999, isso não seria problema nenhum, nem para a VEJA nem para mim. Essa corja que se dedica a esse tipo de fofoca está acostumada a defender trabalho escravo. Por isso imagina que estou obrigado a pensar a tudo o que pensa a VEJA, ontem ou hoje. Mas não estou. As coisas que escrevo aqui são a MINHA OPINIÃO, não a da revista. Não se pode atribuir à revista, nunca!, o que é opinião minha. Ainda agora, mesmo que a VEJA considerasse a vinda dos cubanos a salvação da saúde no Brasil, jamais me seria imposto que escrevesse a mesma coisa — nesse tema ou em qualquer outro. Sei que escravos de uma ideologia e penas que alugam a sua opinião a um partido político — ou a vários, como é o caso de larápios profissionais — não conseguem entender que possa haver jornalistas que escrevem apenas o que querem e o que pensam.

Mas que se note: a única coisa em comum entre 1999 e 2013 é a nacionalidade dos médicos. Calculem aí a inflação acumulada nos últimos 13 anos para saber quanto estariam ganhando hoje os cubanos que recebiam R$ 2 mil em 1999.

Para arrematar mesmo: alguns fanáticos do lulo-petismo de hoje eram antipetistas delirantes há 13 anos. À diferença dos cubanos, estes não trabalham por ideologia. Eles gostam mesmo é de dinheiro. Vejam que coisa: meu blog traz lá no alto a marca “VEJA”, e eu escrevo o que quero. As páginas deles não trazem o logo do PT, mas só escrevem o que quer o partido. Se o PSDB chegasse à Presidência, não duvidem: eles virariam tucanos. Se a negociação fosse bem-sucedida, é claro! São tão independentes quanto um táxi. Eu tenho conseguido a glória de apanhar nos sites do PT, do PSDB, da Rede, do PCdoB… Isso não quer dizer que eu esteja certo, é evidente. Quer dizer apenas que o meu partido tem um único filiado — e, às vezes, ele me dá um certo trabalho… 

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