Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Advogado orienta invasora de escola e diz: pouco importa a vontade da maioria

Daniel Biral, do grupo Advogados Ativistas, deixa claro: se a maioria for contra a invasão de escolas, que fique do lado de fora do prédio

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 22h49 - Publicado em 5 Maio 2016, 20h53
Daniel Biral sendo preso por desacato: orientador de invasões

Daniel Biral sendo preso por desacato: orientador de invasões

O que vocês vão ouvir abaixo é a voz de um representante de um grupo chamado “Advogados Ativistas” passando instruções a uma invasora de escolas de São Paulo.

O nome dele é Daniel Biral. Tem 35 anos. A fala circula nas redes porque é uma mensagem de WhatsApp que acabou, vamos dizer assim, fugindo ao controle.

Prestem especial atenção aos minutos finais da fala do rapaz. Segundo ele, o argumento de que a invasão é a imposição da vontade de uma minoria a uma maioria deve ser ignorado. Na concepção de democracia do sr. Biral, se a maioria não quiser a invasão, que fique do lado de fora do prédio. A minoria teria o direito de impor a sua vontade e paralisar as aulas.
Entenderam? Segundo a democracia do sr. Biral, a esquerda impõe a sua vontade ganhe ou perca a votação. Ouça a gravação. Volto em seguida para lembrar quem é ele.

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/262668726″ params=”color=ff5500&inverse=false&auto_play=false&show_user=true” width=”100%” height=”20″ iframe=”true” /]

 

Retomo
Os “Advogados Ativistas” são profissionais formados em direito que acompanham atos e protestos de esquerda para oferecer auxílio jurídico a manifestantes.

Biral estava, por exemplo, nos protestos pela redução da tarifa do transporte público e contra a Copa do Mundo em 2014; atuou em favor da construção do “Parque Augusta” no ano passado e dá “suporte jurídico”, hoje, aos ditos estudantes que invadiram o Centro Paula Souza.

Continua após a publicidade

Ele foi preso por desacato no dia 1º de julho do ano retrasado. Segundo nota oficial da Secretaria de Segurança Pública, “dois advogados foram detidos na Praça Roosevelt somente após desacatarem policiais”. A outra advogada era Silvia Daskal. Eles foram detidos ao exigir, de forma truculenta, a identificação de uma policial militar que acompanhava o ato. Biral participava de uma manifestação contra a prisão de dois black blocs, Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvarghi.

Ele disse ter sido agredido por policiais militares no momento da prisão. O caso foi levado à Corregedoria da PM, que não viu conduta irregular dos membros da corporação.

Seu perfil no Facebook revela suas, digamos, afinidades eletivas.

No dia 16 de março deste ano, Biral criticou a divulgação dos grampos de Lula pelo juiz Sergio Moro. Ele escreveu o seguinte: “Prova nula, desserviço e atuação parcial vergonhosa, jogou a toga no lixo. Prejudicou o processo por ego e a espetacularização inflamou a massa e não pacificou a sociedade; premissa básica da justiça para evitar a justiça com as próprias mãos, conquista inequívoca da democracia moderna baseada no estado de direito e na organização de justiça”.

Entenderam? Quando seus amigos de esquerda são os alvos, o doutor é contra a “justiça pelas próprias mãos”. Contra os “inimigos”, ele estimula invasões e não reconhece nem a vitória da maioria se esta não estiver afinada com os seus propósitos.

No dia 28 de abril, comemorou a ocupação do Centro Paula Souza e perguntou em seu perfil do Face: “Cadê a merenda, Fernando Capez, Geraldo Alckmin?”. Nesse dia, chamou a imprensa de “tendenciosa” e divulgou uma foto de um amigo jornalista segurando uma placa com a seguinte frase: “GOLPE NUNCA MAIS”.

Na manhã desta quinta, ele divulgou uma imagem que diz: “Mais bronha, menos Cunha”.

Então tá.

Continua após a publicidade
Publicidade