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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

A MAIS RECENTE ARBITRARIEDADE DA DITADURA DE HUGO CHÁVEZ

No Estadão Online, com informações da Associated Press e Efe O presidente da Globovisión, Guillermo Zuloaga, preso nesta quinta-feira, 25, acusado de ter insultado o governo Chávez durante um Congresso da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) no final de semana, foi liberado com uma medida cautelar que o impede de sair do país.”Foi um dia […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 15h40 - Publicado em 26 mar 2010, 06h41

No Estadão Online, com informações da Associated Press e Efe
O presidente da Globovisión, Guillermo Zuloaga, preso nesta quinta-feira, 25, acusado de ter insultado o governo Chávez durante um Congresso da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) no final de semana, foi liberado com uma medida cautelar que o impede de sair do país.”Foi um dia surpreendente”, disse Zuloaga à imprensa, ao fim da audiência de mais de duas horas.

Mais cedo, a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, havia confirmado que o objetivo da emissão da ordem de detenção era não permitir uma possível fuga de Zuloaga para escapar dos processos na Justiça.

Logo após a detenção, ocorrida num aeroporto no noroeste da Venezuela, várias entidades saíram em defesa do presidente do canal, que se preparava para uma viagem de férias nas Antilhas Holandesas.

(…)

A Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a SIP, a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR ), a Human Rights Watch e o governo do Canadá estão entre os que criticaram e mostraram preocupação com o caso.

O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, lamentou o ato do governo venezuelano e o considerou “não só uma agressão contra a liberdade de opinião e contra Zuloaga, mas também contra a SIP e contra o direito do povo venezuelano de receber informação e de se expressar”.

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Já a dirigente do partido Um Novo Tempo, Delsa Solórzano, rechaçou a prisão de Zuloaga, afirmando que ela representa “um outro indicador de como as liberdades são violadas na Venezuela, sobretudo a liberdade de expressão”. Segundo a oposicionista, as acusações feitas contra Zuloaga ocorreram em Aruba, e não na Venezuela, e os juízes venezuelanos “só têm competência para atuar em ações ocorridas no território nacional”.

Denúncias
O Ministério Público venezuelano começou a investigar Zuluaga e o ex-governador de Zulia Oswaldo Paz a pedido do deputado Manuel Villalba, do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Na quarta-feira, Villalba pediu que o MP investigasse Zuloaga por conta de declarações dadas durante assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) no final de semana.

No último dia 8, Paz, ex-governador de Zulia e deputado da Assembleia Nacional, acusou altos funcionários do governo de vínculos com o narcotráfico.

No dia seguinte, Villalba apresentou uma denúncia ao MP, na qual acusava o ex-governador de atentado contra o caráter republicano do governo, instigação pública à investigação, intimidação e calúnia. Paz foi preso no dia 22 e no dia 24 um tribunal ratificou a prisão.

Críticas a Chávez
Mais cedo, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) criticou o governo venezuelano pela prisão do ex-governador opositor Oswaldo Álvarez Paz e ações da Justiça contra Zuluaga e a juíza María Lourdes Afiuni Mora.

Segundo o órgão, vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), a Venezuela tem criminalizado defensores dos direitos humanos, cerceado o direito de manifestação e perseguido criminalmente opositores do governo.

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