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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

A coluna na Folha desta sexta: Aduladores do caos

Na minha coluna na Folha desta sexta, falo sobre aquele que chamo “aduladores do caos”, que confessam que suas esperanças num Brasil melhor crescem quando ônibus são incendiados. Segue um trecho. * Para o submarxismo vigente naqueles ambientes que o poeta Bruno Tolentino (1940-2007) chamava “Complexo Pucusp” — onde a imprensa colhe seus “especialistas”—, o […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 16 fev 2017, 10h15 - Publicado em 31 jan 2014, 04h33

Na minha coluna na Folha desta sexta, falo sobre aquele que chamo “aduladores do caos”, que confessam que suas esperanças num Brasil melhor crescem quando ônibus são incendiados. Segue um trecho.
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Para o submarxismo vigente naqueles ambientes que o poeta Bruno Tolentino (1940-2007) chamava “Complexo Pucusp” — onde a imprensa colhe seus “especialistas”—, o futuro já aconteceu faz tempo. O que virá será só a materialização do que já estava inscrito na natureza humana. E essa natureza, consta, é libertar-se da opressão. Assim, toda ação, todo acontecimento, todo evento só encontram sentido na medida em que podem ou não ser úteis a esse propósito. A história deixa de ser “a contínua marcha do desejo”, na expressão de Thomas Hobbes, para ser uma sequência de capítulos de fim conhecido, que nos conduzirá ao encontro com a verdade. Parece complicado? Eu me esforcei. Das nuvens para os ônibus.

Desde 1º de janeiro, 33 ônibus municipais e outros tantos intermunicipais já foram incendiados na periferia de São Paulo e adjacências. Em dois ou três casos, alega-se uma reação à suspeita de que a PM teria matado um rapaz da “comunidade”. E os demais? Ah, esses ficariam por conta do “malaise” social que levaria adolescentes da periferia a fazer “rolezinhos”, “black blocs” a quebrar tudo, funkeiros a tentar explodir posto de gasolina… Teria sido acionado o gatilho do DNA libertador das massas.

Analistas muito severos trovejam: “Eu bem que avisei”. Outros iluminam suas esperanças com as chamas dos ônibus. Estão com o povo, contra os reacionários! A antropologia da reparação ameaça: “Chegou a hora de entregar os dedos; os oprimidos não se contentam mais com os anéis do reformismo tucano-petista!”.
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