Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

A “moderação” do MST a serviço de Lula

Como funciona um partido disposto a se estabelecer como o Moderno Príncipe e que é dotado de inteligência estratégica, coisa que falta aos demais partidos? Aparelha a sociedade e a transforma em sua refém. Pode fazê-lo por meio de uma estatal, como a Petrobras, que é um dos braços do governo paralelo do Brasil. Pode […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h14 - Publicado em 12 set 2006, 08h47

Como funciona um partido disposto a se estabelecer como o Moderno Príncipe e que é dotado de inteligência estratégica, coisa que falta aos demais partidos? Aparelha a sociedade e a transforma em sua refém. Pode fazê-lo por meio de uma estatal, como a Petrobras, que é um dos braços do governo paralelo do Brasil. Pode fazê-lo por meio do MST, aquele movimento poderoso que organiza uma categoria inexistente no país: os sem-terra. O MST, sabemos, é um braço do PT encarregado de promover desordem no campo. Matéria desta terça, no Estadão, não deixa dúvidas sobre a “independência” do MST. Por José Maria Tomazela: “Para não correr o risco de prejudicar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que lidera com folga a corrida presidencial, o Movimento dos Sem-Terra (MST) pisou no freio das invasões em todo o País. De acordo com números do próprio movimento, nos quatro primeiros meses deste ano, foram realizadas 134 ações em 21 Estados. Nos quatro meses seguintes, coincidindo com o período de campanha eleitoral, o número de invasões despencou – de maio a agosto foram apenas 46 em 11 Estados. Antes do período eleitoral, o MST não se poupou de praticar ações de grande repercussão negativa, como a destruição do centro de pesquisas florestais da Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul. O mês de abril foi marcado por uma onda de invasões de prédios e fazendas, bloqueios de rodovias e ocupação de pedágios. Como bom aliado, assim que as pesquisas apontaram o favoritismo do presidente, o movimento recolheu sua massa de frente, a militância que organiza as ações. Vários líderes estão engajados na campanha do PT. Em julho, foram registradas 12 invasões e, em agosto, apenas 7, todas elas pontuais, realizadas para atender a circunstâncias locais. Na última ação, na quarta-feira da semana passada, quando 200 sem-terra invadiram a sede do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), em Presidente Prudente, o coordenador José Aparecido Maia pediu cuidado aos militantes: ‘Não quebrem, não estraguem nada.’ Indagado, disse que era uma orientação de praxe, pois se tratava de protesto pacífico e com alvo bem definido. ‘O Estado prometeu assentar 1.400 famílias na região e não cumpriu.’ Reconheceu, porém, que o MST cuida para não incorrer em descuidos como o do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), que teria posto em risco a campanha de Lula ao promoveu um quebra-quebra nas dependências da Câmara, em junho. Clique aqui para ler mais

Publicidade