2002 explica escolha de estratégia. É um erro

Na Folha deste domingo, há uma reportagem de José Alberto Bombig e Michele Oliveira (clique aqui), que afirma que a confiança de Alckmin no acerto de sua estratégia vem de 2002, quando se (re)elegeu governador. O horário eleitoral começou, e Maluf tinha 40% dos votos; Alckmin, 24%. E o tucano ganhou. E verdade. Se Lula fosse Maluf, se o PT fosse o PP e se a mídia tivesse pelo Apedeuta o mesmo desapego, para dizer pouco, que tem pelo homem da Paulipetro, a referência faria sentido. Sendo como é, não faz. Mais: Maluf foi atingido por pesadas denúncias em pleno vôo. Lula e o PT são muito mais profissionais do que o estouvado ex-prefeito e ex-governador. Ademais, comparar uma campanha federal com uma estadual é o caminho da perdição. Alckmin tem de saber, por exemplo, que o Nordeste vota. E, ali, ele não chegou ainda a ter dois dígitos. O tucano perde de Heloísa Helena no Rio. Mário Covas, tanto o vivo dos últimos dias como o morto, era uma elemento eleitoral poderoso. As circunstâncias são inteiramente diversas.