Clique e assine a partir de 9,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Witzel: Decisão pautada no achismo está sujeita a responsabilização direta

Governador do Rio homenageou Ronaldo Caiado e criticou pacote de R$ 2 bi prometido pelo governo

Por Mariana Muniz - Atualizado em 25 mar 2020, 17h57 - Publicado em 25 mar 2020, 17h56

Reunido virtualmente com outros 26 governadores, Wilson Witzel afirmou nesta quarta-feira que toma suas decisões a respeito da crise do coronavírus com base em critérios técnicos e reiterou a manutenção de todas as medidas de quarentena adotadas no Rio de Janeiro.

“Qualquer decisão pautada no achismo está sujeita a responsabilização direta daquele que o faz. Pronunciamento em cadeia de rádio e televisão é manifestação pública que não tem qualquer impacto no que se deve ou não deve fazer”, disse o governador do Rio de Janeiro a respeito do pronunciamento do presidente da República.

Witzel pediu ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que participa do encontro, que a Lei Mansueto seja votada urgentemente como forma de dar um alívio aos estados, e disse que o pacote de 2 bilhões prometido pelo governo federal não é suficiente.

Os 27 governadores do Brasil estão em uma reunião para discutir a pandemia de coronavírus e a crise política desencadeada por pronunciamentos de Jair Bolsonaro, que tem criticado as ações adotadas pelos estados nos últimos dias.

Witzel homenageou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que chamou Bolsonaro de “irresponsável” e criticou duramente os termos “gripezinha” e “resfriadinho”, usados pelo presidente para classificar os sintomas do coronavírus. A doença já matou 46 pessoas no Brasil e mais de 19.000 em todo o mundo.

“O governador Caiado merece aqui as minhas homenagens, porque vossa excelência não traiu o seu juramento de Hipócrates’, disse.

Continua após a publicidade
Publicidade