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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Voto em Lula é sinal de que eleitor, desiludido com Bolsonaro, se rendeu

‘Já que a corrupção é inevitável, que ao menos sejamos governados por alguém que se importa com os pobres’, aponta pesquisa

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 6 jul 2021, 12h50 - Publicado em 6 jul 2021, 12h40

A pesquisa nacional realizada pelo Ipsos mostra como Jair Bolsonaro conseguiu, com diferentes crises, reabilitar o ex-presidente Lula na política.

Apesar de toda a roubalheira promovida pelo PT em seus governos, o petista teria hoje 58% dos votos num segundo turno contra 25% de Bolsonaro justamente porque o eleitor, segundo a pesquisa, se rendeu ao fato de que os governos são pouco diferentes.

Pragmático, o brasileiro tende a optar não pelo governo mais ou menos corrupto, mas pelo governante que promove mais benefícios, o que é um convite ao populismo.

“É muito expressivo o desejo pelo enfrentamento da corrupção. E nesse sentido, o voto em Lula, neste momento se alicerça no desencanto, na rendição do eleitor ao desalento com a política. Já que a corrupção é inevitável, que ao menos sejamos governados por alguém que se importa com os pobres e divide algo com eles”, diz a pesquisa.

“As rejeições a Lula são intensas no eleitorado da Direita. Já ao Centro, embora a maioria manifeste opiniões e atitudes negativas, e considere Lula um retrocesso, o que se observa neste momento é o voto útil (contra Bolsonaro) e pragmático (perda do poder de compra)”, segue a pesquisa.

Quando analisa a possibilidade de surgimento de uma terceira via, a pesquisa Ipsos indica caminhos. “Os dados quantitativos sugerem que a via do meio é estreita, neste momento. Porém, os dados da qualitativa indicam um desejo majoritário por uma via alternativa, capaz principalmente de pacificar o país e promover tanto a retomada econômica, como a recuperação da credibilidade internacional do Brasil”, diz.

 

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