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Vice rompe com governador de SC em carta com contorno de escândalo

Daniela Reinehr e Carlos Moises foram eleitos no PSL bolsonarista: 'Não há mais confiança, não somos mais uma dupla', diz a vice

Por Robson Bonin Atualizado em 26 jun 2020, 09h55 - Publicado em 26 jun 2020, 08h10

A política de Santa Catarina, estado governado pelo bombeiro bolsonarista Carlos Moisés, está em chamas com uma carta divulgada nesta semana pela vice-governadora, Daniela Reinehr, que anuncia a ruptura com o parceiro de chapa e bate forte nas denúncias de corrupção em contratos emergenciais da pandemia, que rondam a Casa d’Agronômica, residência oficial do governador catarinense.

“A missão que nos foi concedida é das mais nobres e, por tal razão, devemos honrá-la. Sem enumerar cada um dos descasos para com os diversos setores do estado, o que classifico como um ‘desserviço’, fomos recentemente surpreendidos, o povo catarinense e eu, com vários pedidos de impeachment, notícias de acusações de crimes escabrosos, horrendos, eu diria. Crimes estes que não respeitam sequer a situação da pandemia que estamos vivendo”, escreve a vice-governadora.

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“Choro ao pensar que 33 milhões de reais poderiam salvar tantas vidas”, diz Daniela na carta, ao se referir às investigações sobre os gastos milionários com a compra de respiradores agora na mira da PGR e do STJ.

Daniela revela bastidores bizarros de como teria sido deixada de lado no governo de Moisés. Cita uma ocasião em que foi “desconvidada” de uma reunião relevante por insuficiência de cadeiras, “sem que houvesse motivo aparente para essa total falta de cortesia, ética e profissionalismo”.

“Não há mais confiança, não somos mais uma dupla! Pelo contrário, Vossa Excelência desfez a chapa tão logo sentiu-se eleito, colocando-se como único representante à frente do governo estadual e trazendo para vosso entorno, o malfadado destino a que chegamos”, escreve a vice-governadora.

“Ainda que na condição de vice-governadora, não medirei esforços para estabelecer e executar, com urgência, um planejamento para a recuperação econômica de Santa Catarina. Evidentemente, farei isso com o apoio de todas as forças producentes, ávidas por serem ouvidas e também valorizadas”, afirma.

Um dos trechos da carta de cinco páginas em que a vice-governadora de SC rompe com o chefe do estado, Carlos Moisés //Divulgação
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