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Radar Por Gabriel Mascarenhas (interino) Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Vem aí a ‘segunda guerra’ de Bolsonaro contra governadores — entenda

Ao proibir o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de fornecer a vacina chinesa aos estados pelo SUS, presidente cria novo conflito

Por Robson Bonin Atualizado em 21 out 2020, 10h00 - Publicado em 21 out 2020, 09h02

Há duas semanas, o Radar revelou a articulação de João Doria com outros governadores para formar um grande consórcio que pudesse viabilizar a nacionalização da vacina chinesa, caso o governo de Jair Bolsonaro decidisse não fornecer o imunizante pelo Sistema Único de Saúde.

A decisão do presidente de vetar a compra da vacina chinesa, anunciada nesta quarta, empurra os governadores para um novo movimento contra o Planalto. Na avaliação de aliados do governador de São Paulo, a partir de agora, Doria e os estados estarão liberados para seguir com o plano do consórcio, isolando o Ministério da Saúde e o governo Bolsonaro da solução mais rápida para a imunização dos brasileiros.

  • A CoronaVac, como o Radar vem mostrando nos últimos dias, é vacina em estágio mais avançado no país, com potencial para ser implementada já no fim do ano.

    “Se Bolsonaro acha que transformará a vacina em uma guerra política, está muito enganado. Se o governo não fornecer a vacina pelo SUS aos estados, nós o faremos. Não vamos deixar a população sem vacina pelo SUS aos estados, nós o faremos. Não vamos deixar a população sem vacina por causa de questões políticas”, disse um governador ao Radar há duas semanas.

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