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Vacina da Pfizer teria salvo pelo menos 3,5 mil idosos, diz pesquisa

Segundo estudo, se o governo Bolsonaro tivesse comprado a vacina antes, 25% dos idosos mortos em março teriam sido imunizados a tempo

Por Gustavo Maia Atualizado em 13 Maio 2021, 19h31 - Publicado em 13 Maio 2021, 15h24

Um estudo realizado por um grupo multidisciplinar de pesquisadores brasileiros aponta que um quarto das pessoas com 80 anos ou mais que morreram de Covid-19 em março deste ano no Brasil poderiam estar vivas se o governo federal tivesse aceitado a proposta da Pfizer em agosto do ano passado, para a aquisição de 70 milhões de doses da vacina.

No artigo “O Impacto das decisões das autoridades públicas na vida e na morte da população”, os pesquisadores estimam que 27,08% dos 13.855 idosos acima de 80 anos que morreram em decorrência do novo coronavírus no país já teriam tomado as duas doses da vacina. Considerando que o imunizante tem 95% de eficácia, o número de vidas poupadas seria de aproximadamente 3.500 só em março.

“O Brasil abdicou da aquisição de vacinas no momento em que o mundo todo estava numa corrida pela compra dos imunizantes. Infelizmente, muitas pessoas ainda morrerão por causa dessa decisão”, afirma o advogado Ricardo Barretto, doutor em Direito pela UnB e um dos autores do levantamento — também produzido por especialistas em engenharia química, economia, políticas públicas e desenvolvimento urbano.

O grupo levou em conta o cronograma de entregas de vacinas apresentado ao Ministério da Saúde pela Pfizer, e referendado nesta quinta pelo representante da empresa que foi convocado a depor na CPI da Pandemia no Senado, Carlos Murillo. O grupo pretende atualizar os dados mensalmente.

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