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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Universidade Zumbi dos Palmares ensinará educação financeira para negros

Entidade produzirá conteúdos de finanças pessoais em parceria com banco digital Next; foco serão pessoas negras das classes C e D, entre 18 e 45 anos

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 18 nov 2021, 19h49 - Publicado em 18 nov 2021, 13h42

A falta de conhecimento sobre o sistema financeiro é um dos principais motivos que levam os consumidores a contraírem dívidas que eles não têm condições de pagar. No Brasil, os mais pobres são os mais afetados por juros excessivos praticados por bancos e operadoras de cartões de crédito. 

Essa realidade associada ao racismo estrutural que dificulta o acesso geral dos negros à educação cria uma lógica em que essa camada da população encontra barreiras na hora de usar o mercado financeiro para desenvolver seus potenciais.   

Pensando em ajudar cidadãos negros das classes C e D, a Universidade Zumbi dos Palmares irá produzir conteúdos sobre educação financeira voltados para pessoas dessa população com idade entre 18 e 45 anos. O material será desenvolvido pela instituição de educação em parceria com o banco digital Next. 

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Data Zumbi, ligado à universidade, identificou o nível de conhecimento em educação financeira do grupo que será o foco da ação, sua relação com o dinheiro e quais  desafios e oportunidades são percebidos por eles nesta dinâmica. O material será distribuído inicialmente entre os alunos da universidade e depois será disponibilizado de maneira gratuita. 

Segundo o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares e colunista de Veja, José Vicente, a ideia é promover o empoderamento econômico e social dos jovens negros brasileiros para ajudá-los a “lidar e gerir com qualidade seus recursos financeiros e com isso construir estratégias para aproveitar o seu alto potencial de consumo e de criação de negócios afro-étnicos”. 

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