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Contra fake news na eleição, TSE vai monitorar até Tik Tok

O TSE justifica o monitoramento online em tempo real como uma forma de melhorar a gestão da comunicação da Justiça Eleitoral

Por Hugo Marques Atualizado em 1 out 2020, 11h38 - Publicado em 1 out 2020, 10h41

O Tribunal Superior Eleitoral está contratando serviço de “monitoramento online em tempo real” de diferentes redes sociais na internet para detectar menções ao tribunal e de temas de interesse da Justiça Eleitoral. O contrato prevê a entrega de relatórios analíticos diários, semanais e mensais, com análises quantitativas e qualitativas, além de elaboração de plano mensal de ação estratégica para atuação nas redes.

O contratado deverá monitorar as redes sociais Facebook, Twitter, Youtube, Instagram, Flickr, Linkedin e Tik Tok, além de blogs e sites. Qualquer um destes canais poderá ser substituído, a qualquer tempo, conforme solicitação do TSE.

A licitação diz que a ferramenta utilizada pela empresa contratada deverá permitir o “tagueamento” automático de menções idênticas capturadas, como novas menções em compartilhamento e “retweets”, com possibilidade de modificação manual, e análise de sentimento de menções positivas, negativas ou neutras. O controle dos agendamentos deverá apresentar os perfis responsáveis pela postagem.

Para o Facebook, a ferramenta apresentada deverá no mínimo, incluir métricas sobre interações, engajamento, número de fãs, tipos de posts, perfil do público, sexo, faixa etária, estado e até o número de curtidas. No Youtube, o TSE quer acompanhamento do total de vídeos, total de tempo visto, crescimento de “like” e ‘”deslike”, número de inscritos e até a taxa de visualização. No Twitter, o TSE solicita número de retweets, evolução do número de seguidores, perfil do público (sexo, faixa etária e estado) e até a evolução da base de fãs. No Instagram, o TSE pede a contagem de fotos e stories publicadas, seguidores, curtidas, publicações salvas e comentários.

A ferramenta a ser apresentada deve ser capaz de classificar as interações do TSE com os cidadãos e possibilitar buscas por assuntos específicos em destaque no momento, com medições quantitativas em intervalos definidos de tempo. “A ferramenta deve ser capaz de realizar análises comparativas das informações coletadas com apuração de dados estatísticos e geração de relatórios e gráficos variados contemplando todas as informações monitoradas, respondidas e agendadas sem limites de quantidade de relatórios ou gráficos gerados”, diz o TSE.

O TSE justifica o monitoramento online em tempo real das redes sociais, que será uma forma de melhorar a gestão da comunicação da Justiça Eleitoral. A alta direção do tribunal, diz o edital, “poderá ser constantemente informada sobre temas de interesse e como estão sendo percebidos pela sociedade, permitindo uma tomada de decisão mais ágil e assertiva”. Além disso, “o serviço viabilizará o devido atendimento aos ministros e servidores da Justiça Eleitoral, pois entregará dados e informações sobre o que está sendo falado nas redes sociais sobre a Justiça Eleitoral, o processo eleitoral como um todo e temas correlatos”.

O monitoramento, diz edital, poderá se estender para outras áreas: “Importante destacar que, ao listar estas plataformas não estão sendo excluídas outras que possam vir a surgir e ocupar espaço entre os meios de comunicação digital utilizados pela sociedade e, por isso, também deverão ser monitoradas”.

O principal interesse do TSE em monitorar a internet é levantar informações úteis para a administração do tribunal, frente a grandes temas que serão conduzidos este ano, como as eleições. “Grande volume de comentários sobre eleições pode representar uma oportunidade ou uma crise”, diz o edital.

“Tendo em vista a natureza de prestação de serviço e de organização de eleições que a Justiça Eleitoral possui, é necessário monitorar o que a sociedade fala sobre os diversos temas relacionados ao processo eleitoral”. O monitoramento, para o TSE, permitirá ao tribunal “se antecipar a ações que podem estar ocorrendo de forma coordenada de modo a atacar o próprio processo eleitoral”.

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