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Os setores que devem puxar o mercado de fusões e aquisições no Brasil

No caso das privatizações, a venda de ativos das estatais deve elevar o volume de operações

Por Pedro Carvalho - Atualizado em 16 jan 2020, 08h11 - Publicado em 16 jan 2020, 07h10

Os setores de tecnologia da informação, construção civil, saúde e educação, assim como produtos de consumo, devem contribuir para formação de novos conglomerados na onda de fusões e aquisições no Brasil em 2020. O momento vai de encontro com o otimismo de empresários que contam também com as privatizações e a retomada da economia para atrair, de volta, os olhares dos investidores estrangeiros na B3 e também via fundos de private equity.

No caso das privatizações, a venda de ativos das estatais deve elevar o volume de operações, enquanto na construção civil a emissão de novas ofertas e o crédito privado devem colaborar para o crescimento.

“Existe ainda uma expectativa quanto ao calendário de privatizações a serem promovidas neste ano, o que desperta o interesse dos estrangeiros. Além disto, a expectativa de recuperação da economia impulsiona os investimentos de médio e longo prazos de setores de produtos de consumo e serviços”, explica Alexandre Pierantoni, diretor de fusões e aquisições da Duff & Phelps.

Outro destaque deverá ser o setor de construção civil, que neste ano estará mais aquecido. Ao menos cinco construtoras estão com ofertas iniciais de ações engatilhadas e outras subsequentes aguardam a janela de mercado para também emitirem ações. “Movimentos de abertura de capitais trazem um impacto positivo e um circulo virtuoso de investimentos e afetam, em muito, o mercado de fusões e aquisições”, complementa Pierantoni.

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