Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Temer cantou antes a solução para o novo Auxílio Brasil fora do teto

Ex-presidente lembrou, em evento com investidores nesta quarta, que o limite de despesas pode ser legalmente ignorado nas calamidades

Por Robson Bonin 21 out 2021, 07h16

Num evento para investidores do Itaú, o ex-presidente Michel Temer cantou a pedra que mais tarde seria usada por Paulo Guedes para justificar o Auxílio Brasil de 400 reais financiado com cerca de 30 bilhões de reais fora do teto de gastos.

A regra do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas federais, não impede que o governo gaste mais em ações de combate ao coronavírus, pois o dinheiro para casos de calamidade pública fica fora da restrição, lembrou Temer.

O ex-presidente, que fala nesta quinta num evento do Lide, deve repetir a defesa da adoção do dispositivo existente na lei do teto para que cenas como o garimpo de ossos do Rio de Janeiro ou da luta por comida no caminhão do lixo, no Nordeste, não se repitam.

Seguindo uma posição adotada por João Roma, Guedes passou a dizer, como o Radar já mostrou, que os efeitos calamitosos da pandemia ainda são visíveis na área social.

“A pandemia produziu estragos sociais ainda não superados. Efeitos da pandemia estão passando na área da saúde, mas os efeitos sociais, não”, disse Roma a Guedes, numa conversa revelada pelo Radar na edição de VEJA que está nas bancas.

Pois é esse o raciocínio usado pelo governo agora para justificar o gasto fora dos limites.

Continua após a publicidade

Publicidade