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TCU mira patrimônio de acionistas da Odebrecht

Tribunal quer usar bens para reparar os danos provocados pela empreiteira durante o escândalo do petrolão

Por Robson Bonin - Atualizado em 19 jun 2019, 20h29 - Publicado em 19 jun 2019, 12h03

Laryssa Borges, repórter de VEJA

Depois de a 1ª Vara de Falências de São Paulo ter aceitado, na segunda-feira, pedido de recuperação judicial do Grupo Odebrecht, o Tribunal de Contas da União (TCU) tentará aprovar na tarde desta quarta uma proposta que prevê o uso do patrimônio pessoal dos acionistas do conglomerado para reparar os danos provocados pela empreiteira durante o escândalo do petrolão. Se a proposta for aprovada, os bens de Marcelo e Emílio Odebrecht, entre outros, poderão ser requisitados para o acerto de contas com as autoridades públicas.

No ano passado, a Odebrecht fechou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, a Advocacia-Geral da União e a Controladoria-Geral da União e se comprometeu a pagar quase 7 bilhões de reais. O TCU, que ficou de fora dessa negociação, quer que a empreiteira também formalize um acordo com o tribunal. Diante da notória dificuldade financeira da Odebrecht, os ministros do TCU tentarão aprovar o bloqueio dos bens pessoais dos acionistas.

ATUALIZAÇÃO, 20h29: “O TCU decidiu nesta quarta, por 4 a 1, bloquear cerca de 1,1 bilhão de reais em bens dos controladores do grupo Odebrecht.

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