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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Taxar desempregados é ‘incoerência ou maldade’

Avaliação é do presidente da Unafisco, Mauro Silva

Por Mariana Muniz - Atualizado em 13 nov 2019, 17h01 - Publicado em 13 nov 2019, 16h45

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Mauro Silva, está avaliando se a decisão do governo federal de taxar os desempregados é fruto de “incoerência” ou de “maldade”.

“Totalizam no Brasil 20 mil superricos, contribuintes com renda mensal superior a 320 salários mínimos e que têm juntos patrimônio de 1,27 trilhões. O patrimônio médio individual é de 63 milhões. Um imposto sobre grandes fortunas de 5% arrecadaria 46 bilhões ao ano, considerando um nivel médio de sonegação de 27%. E querem cobrar 7,5% dos desempregados para arrecadar 12 bilhões em 5 anos. Incoerência ou maldade mesmo”, observou.

Nesta semana, ao lançar o pacote Verde e Amarelo, o governo anunciou que vai passar a cobrar contribuição previdenciária de 7,5% sobre as parcelas do seguro-desemprego para estimular a contratação de jovens entre 18 e 29 anos até 2022.

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