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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Tarcísio rebate críticas de ambientalistas ao projeto do Ferrogrão

Entidades temem desmatamento na estrada de ferro que corta a Amazônia; lobby privado também ameaça o projeto

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 14 jul 2021, 14h29 - Publicado em 14 jul 2021, 14h04

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, rebateu há pouco críticas ao projeto da Ferrogrão, ferrovia que pretende escoar a produção de soja da região Centro-Oeste pelos portos do Norte. 

O governo planeja lançar o edital do empreendimento até o final deste ano e realizar o leilão da obra no primeiro trimestre do ano que vem. 

A Ferrogrão é o projeto de uma ferrovia de 933 quilômetros que ligará a cidade produtora de Sinop, no Mato Grosso, até o porto de Miritituba, que fica no rio Tapajós, sudoeste do Pará. 

A rota, em parte coberta pela BR 163, é um sonho antigo de parte do setor produtivo, mas deflagrou uma verdadeira guerra econômica envolvendo empresas que lucram hoje na rota de grãos pelos portos do Sudeste. 

Segundo reportagem do jornal O Globo, entidades da sociedade civil temem que a obra gere desmatamento e afete comunidades indígenas ao longo do seu traçado. A previsão das entidades é que haja o desmatamento equivalente a área da capital de São Paulo em uma importante região amazônica, cercada de reservas ambientais.  

Tarcísio ironizou o documento. “O Brasil é o único país no mundo em que é preciso se esforçar para explicar que uma ferrovia é sustentável. A alternativa à Ferrogrão é a duplicação da BR-163/PA, por onde sobem hoje 2.000 caminhões por dia”, disse o ministro pelo Twitter. 

Ele disse ainda que parte da ferrovia usará o traçado da BR-163 e que já há projeto de recuperação de áreas de mata degradadas na região. Segundo o ministro, a opção pelo investimento no modal ferroviário reduz a quantidade de caminhões na estrada e deixa de emitir, segundo ele, um milhão de toneladas de CO2 na Amazônia.

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