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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Servidores do Ibama se mobilizam contra novas demissões por perseguição

Um diretor foi exonerado nesta terça, por conta de operação contra garimpo ilegal em terra indígena, exibida domingo no 'Fantástico'

Por Evandro Éboli - Atualizado em 15 abr 2020, 10h49 - Publicado em 15 abr 2020, 09h33

Os servidores do Ibama se mobilizam nas redes sociais e pedem apoio para evitar duas novas demissões no órgão por conta de perseguição do governo.

Ainda consequência da reportagem do Fantástico, exibida no último domingo na TV Globo, sobre uma ação de fiscalização contra garimpo ilegal em terras indígenas, no Pará.

“Nossa prioridade neste momento é dar o máximo de repercussão ao fato (imprensa nacional e internacional, redes sociais, entidades, personalidades, etc) para pressionar o governo a voltar atrás em relação aos servidores da casa”, diz uma das postagens, alertando sobre a demissão de servidores.

Os funcionários que estão correndo risco de demissão são o Coordenador-geral de Fiscalização, Renê Luiz de Oliveira, e o Coordenador de Operações, Hugo Ioss.

 

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, demitiu na terça-feira, 14, o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges de Azevedo. E o substituiu por outro oficial da Polícia Militar, Olimpio Magalhães.  

A Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema) divulgou nota nesta quarta criticando as demissões de funcionários de carreira o Ibama por retaliação à operação
de combate ao garimpo ilegal da Terra Indígena Apyterewa, no Estado do Pará. 

“O desmonte da fiscalização ambiental impacta diretamente na contaminação dos povos indígenas e no avanço da pandemia de COVID-19. Além disso, o desmatamento e as queimadas ilegais que já apontam uma taxa sem precedentes na Amazônia, aumentarão a incidência de problemas respiratórios,
contribuindo para o colapso do Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz a nota da entidade.

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