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Senador quer criar prêmio para incentivar adoção tardia

Dados do CNJ mostram que crianças acima de três anos ou com irmãos têm menos chances de encontrar uma família

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 12 Maio 2021, 22h17 - Publicado em 13 Maio 2021, 13h30

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) pretende criar um prêmio para incentivar a adoção tardia no Brasil.

O projeto de resolução, de sua autoria, visa instituir o “Prêmio Adoção Tardia – Gesto Redobrado de Cidadania”, para homenagear, anualmente, iniciativas que estimulem a adoção de crianças e adolescentes.

Contarato é pai de dois filhos adotivos: Gabriel, de 6 anos, e Mariana, de 2.

Segundo o texto, será considerada tardia a adoção de crianças com idade igual ou superior a três anos, de crianças ou adolescentes com irmãos, com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde.

Pessoas físicas e jurídicas poderão ser indicadas à premiação e, ao final da seleção, cinco finalistas receberão o Diploma do Mérito Adoção Tardia.

“O reconhecimento e a divulgação de tais trabalhos ou iniciativas podem favorecer a ampliação de boas práticas nesse campo”, diz o senador capixaba.

Dados do Cadastro Nacional de Adoção, ligado ao Conselho Nacional de Justiça, revelam que, em 2019, havia 45.991 pessoas interessadas em adotar e 9.524 crianças e adolescentes aptos para a adoção. No entanto, cerca de 47 mil crianças e adolescentes estavam em situação indefinida e inseridas em programas de acolhimento institucional.

A demora se deve, em larga medida, ao perfil majoritariamente pretendido pelos adotantes: crianças recém-nascidas, com um, dois ou três anos de idade, e brancas.

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