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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Secretário de Petróleo e Gás deixa Ministério de Minas e Energia

Pasta afirma que a saída foi uma decisão pessoal de José Mauro Coelho, sem relação com turbulências no setor

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 21 out 2021, 18h12 - Publicado em 21 out 2021, 18h08

O setor de combustíveis no país vive um de seus momentos mais turbulentos. Atores políticos e econômicos discutem meios de frear a escalada de preços sem mexer na política de reajustes da Petrobras. O governo já anunciou a criação de um vale-gás para famílias mais pobres, mas ainda não conseguiu apresentar uma solução para as altas seguidas da gasolina e do óleo diesel. Nesta quinta, caminhoneiros em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo bloquearam estradas em protesto contra o valor elevado dos combustíveis. O governo de Jair Bolsonaro, como quase tudo que diz respeito às mazelas do povo brasileiro, diz que não tem culpa de nada e tenta empurrar a conta para os governadores. Nesta quinta, o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, disse que os chefes dos estados não têm culpa da alta vertiginosa dos derivados de petróleo. 

Foi em meio meio a esse clima de incerteza que o mercado recebeu, também nesta quinta, a notícia inesperada de que o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, pediu demissão do cargo. Segundo o MME, o pedido reflete uma decisão pessoal do técnico, sem relação com a confusão que se instalou no setor de combustíveis. No serviço público há 14 anos no total, Coelho passou pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e comandava, há um ano e meio, o setor de petróleo do ministério. 

Segundo o MME, “após o período regulamentar de quarentena, José Mauro retornará ao setor energético nacional, agora para assumir novos desafios na iniciativa privada brasileira”. 

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