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“Se é governo de coalizão tem que ser para tudo”

Como não poderia ser diferente, a atuação de Dilma Rousseff para socorrer candidatos petistas nas urnas provocou reações na base aliada país afora. Principal parceiro do PT no governo federal, o PMDB e seus caciques vinham evitando criticar publicamente a atuação de Dilma na campanha. Essa fase terminou com a proximidade das eleições neste domingo. […]

Por Da Redação - Atualizado em 31 jul 2020, 07h42 - Publicado em 5 out 2012, 16h22

“Viviam dizendo pra gente que ser governo é ter o ônus e o bônus. E agora? Cadê o bônus?”

Como não poderia ser diferente, a atuação de Dilma Rousseff para socorrer candidatos petistas nas urnas provocou reações na base aliada país afora. Principal parceiro do PT no governo federal, o PMDB e seus caciques vinham evitando criticar publicamente a atuação de Dilma na campanha. Essa fase terminou com a proximidade das eleições neste domingo.

O presidente do PMDB baiano, Lúcio Vieira Lima, por exemplo, diz que o trabalho dos partidos da base governista para fortalecer Dilma e o governo em Brasília está sendo capitalizado agora a favor do PT e contra os próprios aliados da base:

— A gente aprova a redução da conta de luz, vota isso, vota aquilo no Congresso, e ajuda a fortalecer a presidenta para depois ela fazer campanha contra a gente? Se é governo de coalizão tem que ser para tudo. Viviam dizendo pra gente que ser governo é ter o ônus e o bônus. E agora? Cadê o bônus?

Lúcio diz que resolveu expor o descontentamento com a atuação do Planalto na campanha porque o tratamento desfavorável em relação ao PMDB “é uma reclamação dominante” entre os integrantes da cúpula do partido, discutida “há tempos” internamente, mas que precisa ser verbalizada. Lúcio avalia que o PMDB não pode esperar o PT eleger o maior número de prefeitos no interior, conseguindo com isso eleger mais deputados federais e senadores em 2014, para só então reclamar.

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